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PARAHYBA    BRASIL    MAIO   2026

Este é o nosso BLOG, onde você conhecerá um pouco do ARTISTA e da sua OBRA, navegando nos generosos DEPOIMENTOS sobre a minha trajetória durante esses 50 anos de ATIVIDADE ARTÍSTICA E EXPOSIÇÕES e também em inúmeras REPORTAGENS na mídia. Acompanhará os projetos que estou realizando agora: PARAHYBAVISTA; JOÃO & MARIA; FLORESTA ARDENTE QUEIMADAS. Poderá acessar nossa GALERIA VIRTUAL, me acompanhar no INSTAGRAM e visitar a MINHA CIDADE...

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A ARTE PRIMEVA DA HUMANIDADE: XAMÃ - PINTURA E FÉ NA CAVERNA!

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terça-feira, 21 de fevereiro de 2023

ANTIGOS E BONS CARNAVAIS

ANTIGOS E BONS CARNAVAIS
QUE NÃO VOLTAM JAMAIS:

Frevo, modinhas, confetes, serpentinas e lança-perfume!

Uma foto histórica, com os saudosos foliões: Raimundo Asfora (brilhante e polêmico advogado, primeiro a esquerda); o ex-governador e ministro João Agripino Mariz Maia; meu pai Isaías Silva (ao centro, de camisa escura); minha mãe, Marieta Steinbach Silva; minha irmã Márcia (fantasiada de Colombina) e o seu namorado Hélio Raposo.

No meu retiro na caverna, li um excelente texto sobre os carnavais dos anos 60 aqui em "Jampa", publicado na coluna de domingo do prezado amigo lacadêmico e escritor Rui Leitão, no jornal do Governo do Estado da Paraíba "A UNIÃO".

O tradicional Esporte Clube Cabo Branco, em 1966

Confesso que bateu a nostalgia, a saudade dos meus tempos de folião, em que os carnavais de clube eram o foco principal do bom carnaval, tanto nos mais sofisticados como nos da periferia e nas escolas de samba.

O Esporte Clube Cabo Branco, década de 70

Ainda brinquei muito carnaval, já nos anos 70, no bom e velho clube Cabo Branco, onde também acontecia a prévia famosa "o vermelho e branco", no Miramar. Para a rapaziada "lisa"- da qual eu fazia parte, era o velho Ron Montilla (rum carta branca com coca-cola, duas gotas de limão e gelo - Cuba Libre) e "loló"  (um genérico da lança-perfume, por sinal proibido, mas já prescreveu e posso publicar😉).  Vez por outra visitávamos as mesas do pessoal da geração mais velha, mais abastada, para os cumprimentos de praxe, quando beliscávamos umas empadinhas de camarão, na base da "boca livre" (geralmente surrupiávamos algumas e levavamos nos bolsos na volta para a nossa mesa). A paquera rolava solta, embalada pelas maravilhosas marchinhas de carnaval que eram sucesso na época... Lembro da tristeza que sentíamos quando o dia amanhecia e a quarta-feira de cinzas mostrava a sua cara... Então a orquestra executava seu "Gran Finale": sinalizava o final da folia tocando o "frevo das vassourinhas" e todos pedíamos "bis" e eles repetiam e repetiam... mas ninguém queria ir embora para casa! 


O CORSO 

O "Corso", que ia da Praça do Bispo à Praça João Pessoa, fazendo a circular Duque de Caxias - Visconde de Pelotas, descendo a Padre Meira para contornar a Lagoa, retornando à Visconde de Pelotas pela Miguel Couto. O "Ponto de Cem Réis" o centro da folia.

Durante as tardes acontecia o "corso" - o desfile de automóveis com famoso "mela-mela" no centro da cidade e ao redor da "Lagoa" do parque Solon de Lucena, quando também se realizava o carnaval de rua com grandes multidões no "Ponto de Cem Réis". 

A folia de rua no "Ponto de Cem Réis"

Tudo muito espontâneo e muito diferente disso que acontece hoje - falo especificamente de João Pessoa, pois da década de 70 para cá temos no Brasil os excelentes desfiles das escolas de samba no Rio de Janeiro e São Paulo. Em Salvador foi-se o tempo do verdadeiro trio elétrico de Dodô e Osmar...  

Hoje, com raríssimas exceções de pequenos blocos espetaculares, o carnaval de rua é violência, barulho ensurdecedor, comércio e muito mau gosto.

Mas era à noite, nos clubes, que acontecia o verdadeiro e bom carnaval, nos anos 60 - sem violência, com muito romantismo, confetes, serpentinas e muita "lança-perfume"!

Hoje em dia é mais seguro os foliões  andarem sempre em grupos, pois o "pau" que mais tem é malandro e ladrão... cabras safados e tarados na multidão.
E "NÃO É NÃO!

Acima, no bloco "Concentra Mas Não Sai", no Bessa, em 2017.


quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

DEZEMBRO DE 2022

Ah! dezembro... mês das minhas mais doces esperanças de menino!

Agora a esperança do homem é que dezembro nos torne um país unido pelo esporte, hexacampeão da copa do mundo e livre dessa praga de ignorância, estupidez e negacionismo que quase nos levou de volta ao tempo da barbárie medieval.

Golaço de Richarlison na Copa vira pintura em aquarela do artista cearense Demeilson Ferreira


Que dezembro seja a preliminar de um novo tempo de progresso, Cultura e harmonia; o anúncio de uma nova era longe de idiotas manipulados por pessoas nefastas.

VIVA A DEMOCRACIA BRASILEIRA!




domingo, 16 de agosto de 2020

EU E A PANDEMIA


   O idiota que desdenha da pandemia - pondo em risco tanto a sua vida como a dos outros, que zomba das minhas precauções - amanhã estará chorando em busca de um tratamento que não encontrará (para quem ainda não sabe, até UTIs estão sem remédios para intubação de pacientes em 22 Estados - cloroquina, que não serve para COVID-19, está sobrando... pois o beócio do planalto comprou toneladas superfaturadas). 

   Eu continuo totalmente isolado desde o dia 15 de março, pois sei que essa é realmente a única proteção 100% eficaz contra o vírus e os idiotas e palermas que o propagam (moro sozinho e aqui na caverna não entrou ninguém desde então - nem bicho nem gente). Não vou perambular em "shoppings" nem em restaurantes, pois atualmente isso é programa para otários. Quando é realmente necessário minha saída do "bunker" saio com os EPIs apropriados: capa de PVC impermeável com capuz, máscara de EVA com filtros PFF2 (que filtram os aerossóis flutuantes dos ambientes fechados que as de pano NÃO FILTRAM), óculos de proteção indicados pelo oftalmologista, protetor facial e luvas descartáveis - pois o risco de contaminação é grande, posto que grande parte da população é assintomática quando contaminada e nem percebe que teve a doença (ainda bem), mas que transmitem o vírus e contaminam os outros (que podem não ter a mesma sorte e sofrerem agravamento da doença, de alto grau de letalidade), infectando objetos e o ar (com aerossóis, em ambientes fechados) ao não seguirem as orientações das autoridades sanitárias, se aglomerando e saindo de casa sem necessidade e sem os EPIs adequados. Tudo que preciso solicito por delivery. O pior de tudo é ficar sem namorar... 


   Se estou com medo? Não, não estou com medo... estou em pânico! Apavorado não por covardia, mas por sensatez - meu pai sempre me dizia que "só loucos e tolos não têm medo, covardes fogem... mas corajosos vão ao combate enfrentando o medo". Tampouco temo apenas pela possibilidade da minha morte - pois sou sobrevivente e farei tudo o que puder para enfrentar e vencer essa pandemia - mas pelos familiares, amigos e pela tenebrosa aproximação de um possível caos social, hipótese muito provável devido ao perverso e desqualificado desgoverno federal que temos e pela maneira que a natureza está sendo maltratada. Na verdade, para o planeta, nós é que somos a doença.
 

* Em tempo:

   Ao voltar para casa, deixo o calçado no tapete apropriado, na entrada, vou ao local reservado para desinfecção dos EPIs, que retiro com extremo cuidado, deixando-os lá imersos em solução de água sanitária e água; entro no apartamento já tomado banho e nu - nada que vem da rua passa da área de serviço.





Se quiser saber algo mais, copia e cola em outra janela os links abaixo:

NOVO CORONAVÍRUS: UMA PANDEMIA ANUNCIADA

UTIs estão sem remédios para intubação de pacientes em 22 Estados; cloroquina está sobrando

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

BRUNO STEINBACH SILVA: ARTISTA CADASTRADO NA FUNJOPE (LEI DOS EDIFÍCIOS)



Amadores, Profissional na área!

Hoje fui na Funjope me cadastrar como artista capacitado para assinar obras da "lei dos edifícios". 

Nunca tinha pensado nisso nesses 45 anos de trajetória profissional, mas resolvi me cadastrar e deixar de ser "invisível" ao mundo oficioso. 

Agora também posso assinar as obras em qualquer edificação da Parahyba (João Pessoa), para preencher os requisitos da "Lei dos Edifícios" - que as obriga a terem uma obra de arte na sua parte externa, de autoria de artista cadastrado na Funjope. 

Mas também resolvi me cadastrar motivado pela enorme quantidade de porcaria espalhada por gente que nunca foi artista na vida (vamos conversar na câmara sobre isso, pois a lei foi criada para artistas comprovadamente profissionais), e pelo fato de ter produzido o maior mural da Paraíba, talvez até do nordeste - são 16,20 metros de altura por 5,34 metros de largura (ali, logo depois da Igreja de Santo Antônio, na Av Olinda, em Tambaú). Assim, tive que me cadastrar para que o prédio atenda as exigências da "Lei dos Edifícios". 
Fui muitíssimo bem recebido por Michelle Almeida, coordenadora da divisão de artes plásticas da Funjope, que cuidou de tudo com a competência e gentileza de sempre. Apresentei a biografia (currículo é para os fracos) e a documentação comprobatória. Pronto, Bruno Steinbach Silva está capacitado para assinar obras em qualquer edificação de Jampa!

Aproveitei e dei um passeio pelo centro da cidade. Foi quando ouvi o grito: "Pare, levante a cabeça!". Por pouco ele não perdeu a cabeça... mas era um velho amigo que estava engraxando os sapatos e aproveitou a oportunidade e fez as fotos.

Viva a Parahyba!

Veja a história do mural clicando aqui ou na foto:



sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Quando a Arte "rouba" a cena.

Criança sabe o que olhar...


Assembleia Legislativa do Estado da Paraíba recebe visita de estudantes de Itabaiana (2016, antes da reforma) que ficaram fascinados com as pinturas dos retratos do Presidente Epitácio Pessoa e do Deputado José Mariz - patronos da Casa e do Plenário, respectivamente.

As obras foram pintadas por mim em 2002, sob encomenda do então presidente da Casa Deputado Gervásio Bonavides Mariz Maia (falecido em 18 de agosto de 2007), para servirem de inspiração e exemplo para os demais ocupantes daquele plenário.



Estudantes de Itabaiana visitando o plenário da Assembleia, em 2016). 
Esses sim, parlamentares inocentes.
Mas a maioria nem vê os quadros, nem conhece a história dos personagens, nem segue os seus exemplos e muito menos sabe quem os pintou.


O novo plenário da Assembleia, reformado em 2018. 
As pinturas continuam lá, solitárias em meio a tanta gente. 

A aposição do retrato do Presidente Epitácio Pessoa foi realizada em sessão solene, no Plenário da Assembleia Legislativa do Estado da Paraíba, onde foi instalada, com apresentação do coral da Casa e descerramento da bandeira do Brasil que cobria o retrato de Epitácio (realizado em conjunto pelas deputadas Iraê Lucena e Olenka Maranhão), tudo registrado na ata da sessão inaugural. Fui convidado a ocupar a tribuna da Casa, onde fiz um discurso sobre a vida de Epitácio Pessoa e fui aplaudido de pé pelos presentes.
As obras estão datadas e assinadas por mim.


Também pintei o retrato de Gervásio Maia (o pai). 

O retrato foi um presente que os funcionários da Assembleia Legislativa deram a Gervásio, como uma homenagem pela sua gestão, quando ele deixou a presidência daquela Casa. Eles cotizaram-se e me encomendaram a pintura. Pintei com muito carinho, pois além de primo e amigo, lhe tinha muita estima e consideração (pela solidariedade que sempre teve comigo), além de admirá-lo pelo seu caráter e pela sua honradez. Grande Homem público, de uma estirpe rara nos nossos dias..."



Bruno Steinbach. "Retrato de Gervásio Maia". 
Meu primo e amigo, grande homem público, falecido cedo demais... 
Óleo / tela, 100 x 80 cm, 2002, João Pessoa, Paraíba, Brasil. 
Doado pela família para o acervo da Assembleia da Paraíba.