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quinta-feira, 23 de abril de 2026

ASAS DA. LIBERDADE



O MURAL


Idealizado por mim entre 2014 e 2015, é meu presente para a cidade de João Pessoa - já que até hoje não recebi da construtora nenhum tostão pelo projeto. Pelo menos a empresa custeou e realizou a obra, me proporcionando o prazer de ver o meu projeto concretizado e exposto ao público.
Na época fiquei bastante chateado quando percebi que não iria ser remunerado - afinal eu já tinha enviado as imagens e a ideia do projeto, em total boa fé (tenho vários e-mails trocados com o dito construtor que comprovam o que afirmo). Digamos que levei um calote prazeroso...
Mas tem uma mosca aqui atrás da minha orelha: como é que conseguiram o "habits" sem que eu assinasse um contrato? Pois pela "Lei dos Edifícios" há exigência de uma obra de arte realizada por um artista cadastrado na FUNJOPE com o contrato assinado? Será que algum cara de pau assumiu a autoria da obra em troca de algum dinheiro? Ainda pretendo tirar essa história a limpo...


OBS: Acredito que o edifício ainda está em fase de acabamento, é uma obra cheia de complicações burocráticas (há anos não passo por lá), na esquina da Av Olinda com a rua Antônio Lira - entre o Hotel Tambaú e a Unidade Médica das Praias (SUS), logo após a Igreja de Santo Antônio.
Acompanhe comigo o desenrolar da história desde o início...


A ideia surgiu numa conversa entre nós (eu e o construtor proprietário do edifício) numa mesa do bar que frequentávamos à epoca, entre 2014 e 2015.

Fiz o projeto, meses de trabalho árduo e ininterrupto na frente da prancheta e do computador (acho que isso foi que estragou minha visão). O projeto permitia que pedreiros colocassem as pastilhas como se fossem "pixels", montando o quebra-cabeça guiados por inúmeros gabaritos - cada um corre respondendo a 1 m² na obra. Uma enorme trabalheira!

Poderíamos ter feito uns "anões de jardim" ou um painelzinho qualquer no muro... mas resolvemos botar pra quebrar - aliás, para não quebrar, nem trincar e nem desbotar (rss)... são 16,20 metros de altura por 5,34 metros de largura...

Ousadia e inovação do construtor e do artista (euzinho aqui) na técnica utilizada. Nem desbota e nem trinca, fácil de restaurar em caso de tiros de idiotas - basta colocar as pastilhas da mesma cor nos locais (rsss).

Mas as negociações foram suspensas desde 2015, quando concluí o projeto, devido a suposta crise financeira alegada pelo proprietário da construtora; o tempo foi passando e ele não respondia aos meus e-mails, pensei que ele havia desistido, pois passamos por ligeiros desentendimentos, ele sempre querendo reduzir custos e desviando o assunto quando eu falava do meu pagamento, pois "falar em dinheiro" era assunto proibido... 
Não nos vimos mais. Com alguns problemas de saúde, resolvi deixar isso pra lá, muito contrariado com o enorme tempo perdido realizando centenas de gabaritos para a montagem do mural.

A BOA NOVA


Graças a um amigo querido, que me enviou a foto acima, soube em 2019 que o mural estava pronto no lugar (como disse mais acima, o projeto permitia que pedreiros colocassem as pastilhas como se fossem "pixels", montando o quebra-cabeça guiados por inúmeros gabaritos). Mas o construtor resolvera a execução do projeto com os fornecedores das pastlhas, que através de um programa de computação montaram o painel com pastilhas pré-numeradas, usando as minhas imagens originais sem me comunicar nada, me excluindo da realização da obra e antes que assinássemos o contrato.
Também, um mural daquele tamanho, ele deve ter pensado que eu sabia e estava fazendo um jogo de gato e rato, típico desses empreiteiros...


Mas, animado ao ver o mural pronto, decidi relevar os desentendimentos passados e me comuniquei com o proprietário do edifício. Combinamos assinar o contrato e dar entrada na papelada da "Lei dos Edifícios" - que exige uma obra de arte de artista cadastrado na FUNJOPE (Fundação Cultural de João Pessoa) nas edificações para que a prefeitura dê o "habite-se". Fiz uma minuta do contrato e enviei.

No centro da cidade, após fazer o meu cadastro na FUNJOPE para me tornar artista apto a assinar obras em edificações sujeitas à "Lei dos edifícios", que determina obrigatoriedade por parte das construtoras de adquirir e expor ao público uma obra de um artista cadastrado.

Aí começaram novamente nossos desentendimentos, ele sempre me embromando e me levando na conversa, alegando que o meu pagamento seria no final do cronograma, quando o edifícil estivesse pronto, blá blá blá... Senti que era calote e que o sujeito se aproveitara do meu projeto. Mas ver o painel pronto me deu aquela satisfação que todo artista encontra ao ter sua obra exposta e decidi não querer mais nem conversa. Resolvi aceitar o calote.

Mas, como afirmei no começo deste texto, uma mosca ficou atrás da minha orelha: como é que ele conseguiu o "habite-se" da perfeitura se o autor da obra (que sou eu) não assinou nenhum contrato? Será que deu algum dinheiro pra algum cara de pau "assumir" a autoria do projeto? Ainda pretendo tirar a limpo essa história...



Fotomontagem com o meu projeto do mural e o projeto do edifício (criado pelos arquitetos da construtora). O mural: 16,20 metros de altura por 5,34 metros de largura.

O edifício ainda está em fase de acabamento, na esquina da Av Olinda com a rua Antônio Lira - entre o Hotel Tambaú e a Unidade Médica das Praias (SUS), logo após a Igreja de Santo Antônio.