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PARAHYBA    BRASIL    MAIO   2026

Este é o nosso BLOG, onde você conhecerá um pouco do ARTISTA e da sua OBRA, navegando nos generosos DEPOIMENTOS sobre a minha trajetória durante esses 50 anos de ATIVIDADE ARTÍSTICA E EXPOSIÇÕES e também em inúmeras REPORTAGENS na mídia. Acompanhará os projetos que estou realizando agora: PARAHYBAVISTA; JOÃO & MARIA; FLORESTA ARDENTE QUEIMADAS. Poderá acessar nossa GALERIA VIRTUAL, me acompanhar no INSTAGRAM e visitar a MINHA CIDADE...

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A ARTE PRIMEVA DA HUMANIDADE: XAMÃ - PINTURA E FÉ NA CAVERNA!

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domingo, 1 de outubro de 2023

UM ANJO VOLTANDO À TERRA

Após a sua ascensão aos céus através da criação do artista, o Anjo caído volta à Terra em busca da sua amada humana, numa alucinante e vertiginosa reentrada na atmosfera terrestre.

 
Recebi de Inaldo Leitão esta imagem no interior da loja* de Rafael, que colocou o chassi na tela e esta linda moldura na obra.

"Nômades Amantes do Tempo - A Volta à Terra". Bruno Steinbach Silva, acrílica/tela, 100 x 120 cm, pintado em 28/11/1992 no Presídio do Roger, João Pessoa, Paraíba. Restauração concluída em 05 de julho de 2023. Coleção: Inaldo Rocha Leitão.

NÔMADES AMANTES DO TEMPO
Essa e outras pinturas dessa época foram o embrião para uma série de inúmeras obras expostas anos mais tarde em duas grandes exposições no Rio Grande do Norte (Mossoró e Natal) que contam uma história lúdica de amor entre dois seres que se reencontram em várias encarnações, os nômades amantes do tempo. 

Acima, o Museu Municipal de Mossoró

Abertura da Exposição "Nômades Amantes do Tempo". Bruno e France com convidadas.1998, Museu Municipal, Mossoró, Rio Grande do Norte, Brasil.




Acima, abertura da Exposição Nômades Amantes do Tempo. 1998, Capitania das Artes, Natal, Rio Grande do Norte, Brasil.

Uma história real de amor atemporal, de dois amantes viajantes perdidos no espaço tempo de várias existências repetidas, as separações causadas pela morte e a busca do reencontro em novas vidas do artista e da sua musa...

"A nossa arte é o nosso amor, a nossa esperança. E como o homem não é escravo por perder a liberdade, mas quando perde a esperança, e como nós não perdemos a esperança... Nós somos livres, senhores árbitros do destino: Livres, pois apesar de todas as muralhas nós temos espíritos livres! Espíritos nômades que as suas algemas não conseguem abarcar... Nós somos os amantes de Deus. Nós somos os viajantes do tempo. Nós somos os Nômades Amantes do Tempo!
(Texto do artista para a exposição)


Veja a série temática no álbum do Google:

https://goo.gl/photos/UiRF7LqmCCxSoQDx9


*Casa Jorge Molduras (e telas) 

Av Nossa Senhora dos Navegantes, 430-A, Tambaú. João Pessoa-PB 58039-110

casajorge@uol.com.br

Celular: (83) 98880-1230

WhatsApp: +55 83 8880-1230



domingo, 23 de janeiro de 2022

ATUALIZANDO O CATÁLOGO DAS OBRAS

 Mais umas obras resgatadas do túnel do tempo. 

Agora devidamente catalogadas no álbum da família das minhas obras.

Agradeço a atenciosa colaboração de seu atual tutor - Sérgio Antônio Carneiro Benevides Jr - que me enviou gentilmente os dados e as imagens.

Abaixo, a descrição das pinturas e os links para o catálogo do Google...


Bruno Steinbach Silva: "Sem título" (cat 303). Óleo/tela, 70 x 100 cm, 2000, Camboinha, Cabedelo, Paraíba, Brasil.
Coleção:  Sérgio Antônio Carneiro Benevides Jr.  (João Pessoa-PB).


Bruno Steinbach Silva: "Aladiah e Hariel - estudo em ocre" (cat 305). Óleo/tela, 130 x 160 cm, 2000, Camboinha, Cabedelo, Paraíba, Brasil. 
Coleção:  Sérgio Antônio Carneiro Benevides Jr.  (João Pessoa-PB).


Bruno Steinbach Silva: "Sonhos"
(cat 302). Óleo/tela, 80 x 100 cm, 2000, Camboinha, Cabedelo, Paraíba, Brasil. 
Coleção:  Sérgio Antônio Carneiro Benevides Jr.  (João Pessoa-PB).


CATÁLOGO DAS OBRAS

Veja lá no álbum do Google, tudo junto e misturado, sem censura:

segunda-feira, 1 de junho de 2020

NOSSA CAPA DE JUNHO



No mês das festas juninas, tão importantes na cultura do povo nordestino, nossa capa de junho é uma homenagem ao grande Ariano Suassuna e à sua maravilhosa luta em defesa da cultura desse povo valente, honrado e inteligente que tanto amamos. É também uma agradável recordação de um grande encontro com o casal de amigos que me encomendou a pintura do painel - que virou a capa do livro do amigo professor em sua tese de doutorado.

Viva a amizade! Viva o Nordeste!

AO REDOR DO BURACO TUDO É BEIRA


Certo mesmo está o imortal Ariano Suassuna...

"A humanidade se divide em dois grupos: os que concordam comigo e os equivocados. E ao redor do buraco tudo é beira"

E assim vota o Brasil... equivocadamente (rss).




Bruno Steinbach. “Sagarana na Pedra do Reino de Ariano Suassuna e Guimarães Rosa”.
Pintura em óleo/tela, 80 x 163 cm. Dez 2012. João Pessoa, Paraíba, Brasil.
Coleção: Peterson Martins. João Pessoa, Paraíba, Brasil.

A ENCOMENDA: O PRIMEIRO ENCONTRO

O meu amigo Peterson Martins escreveu o livro “Os Sertões Infinitos de Rosa e Suassuna” (sobre os pontos de convergência estética entre Ariano e Guimarães Rosa, tema da sua tese de doutorado). 

Em junho de 2012 visitou-me no atelier, acompanhado da sua encantadora esposa Tatiana Correia, quando me encomendou a pintura do painel cuja imagem ilustraria a capa do seu livro. 
Ao sabor do cafezinho feito na hora, coado em pano, a conversa fluiu agradável e interessante. Muito bom! Honrado por ter sido o escolhido para a tarefa e encantado com o casal, aceitei de pronto a empreitada, embora temeroso de não corresponder às expectativas dos amigos.

Mãos à obra!


Entre várias consultas às obras de Ariano, Cervantes e Guimarães Rosa e sempre escutando atentamente as ideias de Peterson Martins sobre a sua "estética hiper-regional na literatura brasileira" (constantemente me visitava e me ligava, mas sempre gentil e paciente), meti o pincel pra cima... e pra baixo; e pra tudo que é lado, fugindo das minhas pobres ideias preconcebidas e me libertando para navegar no universo fantástico desses grandes homens.


Entre suor, tintas e vinhos, o sonho foi transformando-se em realidade; embora de um realismo fantástico, espetacular, como não poderia deixar de ser. Afinal, nascemos para sermos espetaculares!


Cansado, após dias de árduo trabalho, fiquei matutando, qual "João Grilo" preguiçoso, uma maneira mais fácil de resolver um probleminha técnico... como colocar uma multidão seguindo os três cavaleiros em seus cavalos de pau, o povo seguindo a "Santíssima Trindade"? 

Observado pelo olhar espantado de Quixote e a severa expressão de Ariano, senti que eles queriam tanto quanto eu ver a obra pronta e bem feita.


Então decretei feriado, vesti a minha roupa de domingo - apesar de ser segunda-feira, e fui beber umas cervejas com frango assado na brasa, lá no quintal da minha amiga Cecília, onde há uma mesa exclusiva para mim, debaixo de uma aroeira novinha ainda mas que já ouviu e viu muita coisa interessante sob a sua agradável e convidativa copa. 
Nada como bater papo com gente simples e desinteressada para deixar a alma leve. Sempre frequento lugares onde gostem de mim, não apenas me aturem pelo que vou gastar.


No dia seguinte, uma grande caminhada pela praia do Cabo Branco, com direito a um bom banho de mar e ao "melhor coco do mundo", no quiosque dos meus amigos Francisco e Maria...


Agora sim: Pronto para acabar a encomenda!


E já com a ideia pronta na cabeça, concluí a pintura. Assinada e datada!

"Não sei, só sei que foi assim!"

Bruno Steinbach. “Sagarana na Pedra do Reino de Ariano Suassuna e Guimarães Rosa”.
Pintura em óleo/tela, 80 x 163 cm. Dez 2012. João Pessoa, Paraíba, Brasil.
Coleção: Peterson Martins. João Pessoa, Paraíba, Brasil.

E a pintura virou capa de livro...

A capa do livro de Peterson Martins: “Os Sertões Infinitos de Rosa e Suassuna”

Está pronto o livro do amigo Peterson Martins, sobre a presença do hiper-regional nas obras de Ariano Suassuna e Guimarães Rosa. À venda nas melhores livrarias do Brasil. 
Eu tive o prazer e a honra de pintar para ele o painel cuja foto ilustra a capa do livro. Ele, generoso, fez questão de incluir minha foto com a biografia na “orelha” do livro, que além do trabalho acadêmico, mostra uma interessante entrevista com o escritor Ariano Suassuna. 

E a capa virou livro!

O convite para o lançamento

Peterson Martins e Tatiana Correia durante o prestigiado lançamento do livro, no "SEBO CULTURAL", em João Pessoa - PB (26/07/2013).

Sobre o livro: 

“A operação de Peterson Martins consiste em formalizar a tradução respectiva dos dois escritores em pauta para construir uma metateoria, um empreendimento da sua lavra. Tal é um dos traços de inovação do pesquisador: ele começa por investir discursivamente o espaço do Sertão (Homem e Natureza) dotando-o de um discurso análogo ao texto social da dita “maioria silenciosa”, desde o dia que descobriu uma tradição tida por genuína no engenho dos compadres Ariano e Guimarães. Dessas duas matrizes constitutivas do seu material discursivo do Sertão, ele leva à luz um Sertão que Fala com eles e pela mediação deles com ele.” (Prof. PhD. Sébastien Joachim – premiado pelo Governo Francês, em 2002, com a Chevalier De l´Ordre Dês Palmes Académiques)

Com a Cultura na cabeça...


Pra fazer o serviço completo, ajudei a carregar as caixas com os livros, antes da cerimônia de lançamento. Não deixo amigo no meio do caminho.

Uma pintura para Ariano


Um grande encontro de grandes homens:Ariano Suassuna e Peterson Martins!

Depois que escreveu o livro “Os Sertões Infinitos de Rosa e Suassuna” (sobre os pontos de convergência estética entre Ariano e Guimarães Rosa, tema da sua tese de doutorado) Peterson Martins foi visitar Ariano em sua casa para presentear o colega com uma reprodução em tecido - Giclée - da pintura que tive a honra de fazer para a capa do livro
Recado que recebi de Peterson:
”Bruno Steinbach Silva, Ariano Suassuna disse que foi um dos presentes mais honrosos que recebeu. Ficou maravilhado com sua obra! Tá vendo, meu amigo, eu te falei. Ele chamou “brincando” a composição de “Santíssima Trindade“.
Maravilha!

Cavalgando no tempo para a sua eterna morada na Pedra do Reino. 
* 6 de junho de 1927, João Pessoa, Paraíba, Brasil. 
+ 23 de julho de 2014 (87 anos), Recife, Pernambuco, Brasil. 

Vai o bravo Homem... 
Ficam a obra e a história na nossa memória. 
Afinal a imortalidade é manter-se na memória dos outros. 
E este Homem certamente existirá para sempre nas nossas lembranças. 
Lembranças eternamente fincadas na sua Pedra do Reino. 
Bravo! Avante, cavaleiro do espetáculo!



domingo, 3 de maio de 2020

NA SEGURANÇA DA CAVERNA




FIQUEM EM CASA

Seguindo as orientações das autoridades sanitárias do mundo inteiro, estou em "afastamento social" desde o dia 15 de março. Como moro sozinho, estou fazendo realmente "isolamento total", pois não recebo ninguém aqui na caverna e eu mesmo faço todas as tarefas, como sempre. Ia fazer uma nova cirurgia no olho que tem uma neoplasia recorrente, mas resolvi adiar, esperar que passe o "pico" dessa pandemia e apareça algum medicamento que realmente combata o vírus e não nos mate (veneno mata o vírus... mas mata a gente junto como efeito colateral) Vacina ainda demorará no mínimo uns seis meses... Então, no meu caso - cardiopata e "véio" - é melhor me isolar e apenas sair em caso de muita necessidade, e bem equipado com EPIs. Faço a minha parte, que Deus nos ajude.

O problema na visão é grave e me causa muito incômodo: ardência quase constante, inchaço, visão muito turva e fotofobia, o que me impede de pintar há muito tempo. interrompi a terceira quimioterapia tópica com colírio de mitomicina, pois a solução é a cirurgia. Mas, como já disse, resolvi aguardar e vou aguentando com a medicação receitada - que não resolve mas atenua os sintomas, evitando que eu saia na carreira feito um doido.

Então, sem novidades pictóricas, convido vocês para um passeio virtual pelos meus catálogos (imagens links mais embaixo) e aproveito para lembrar que há imagens em alta resolução para impressão que disponibilizei gratuitamente - é só ir lá, pescar e mandar imprimir canecas, camisetas, gravuras e "canvas" (impressão em tela, tecido de algodão). Se puder, faça uma doação de alimentos e/ou material de limpeza para uma instituição de idosos ou para uma associação de comunidade carente.

Clica na imagem e vá buscar seu brinde
Se possível, fique em casa e visite nossos catálogos. Assim você se protege do coronavírus e dos idiotas que o espalham (aqueles que colocam as nossas vidas em risco, pois insistem em descumprir as recomendações das autoridades sanitárias, circulando nos condomínios e em outros locais sem as máscaras de proteção e se aglomerando). Muito cuidado com os idiotas, pois eles são muitos.

Faça agora a sua viagem lúdica...

CATÁLOGO DE BRUNO STEINBACH
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PINTURAS, DESENHOS E GRAVURAS

Aqui estão pinturas e gravuras de 1974 a 2020. Muita coisa se perdeu do que foi produzido nesses 46 anos de atividade artística. Algumas obras interessantes não foram encontradas. Mas, apesar de resumido, o nosso catálogo atinge o objetivo de montar um mosaico com os diversos caminhos que trilhei, sem medo de errar, nesse fascinante redemoinho de formas, cores e conceitos que é o mundo da pintura. Sempre busquei o aperfeiçoamento técnico, a excelência, como meio de transmitir de forma simples, honesta e duradoura aquilo que realmente importa na vida - a emoção, o amor. 

Fiel a minha própria verdade, nunca me preocupei com tendências estéticas da hora, com as suas “panelas” repletas de elucubrações inócuas e abstratas, seguidas de polêmicas discussões que se prolongam até o inferno esfriar, quando e onde a vaidade e a arrogância se escondem disfarçadas em supostas ideias originais. Refugiei-me em minha caverna, longe desses quixotescos e às vezes dantescos revolucionários e de seus discursos; Troquei a conversa fiada pela atitude, o verbo pela imagem.

A internet possibilitou-me a estreia no mundo virtual como um artista sonhador e solitário na sua arte, soltando "esse grito que é a revelação desse infinito que trago encarcerado em minh'alma"... Sim, estou muito feliz por saber que o que pinto e escrevo está sendo visto por pessoas do mundo inteiro. Satisfeito pelo êxito dessa jornada, chegando até o centro do objetivo de toda essa trajetória: o seu coração! E isso me estimula e me impulsiona para o alto, acima do muro erguido pelo mesquinho estabelishement e pelos seus hipócritas servos, transgredindo suas normas de invisibilidade mas me mantendo com os pés no chão. A isso eu chamo de crescimento, de superação...

A arte é a materialização do mundo espiritual, o artista o seu alquimista. É assim desde os tempos primevos, com os xamãs artistas em suas cavernas, intérpretes e mensageiros do Divino. A Arte está acima do humano, do material, do mero objeto de manipulações. Portanto, a opinião “responsável” da crítica e o apoio "oficial" não me interessam…
Dessa "Torre de Babel" em que se transformou o mercado de arte e dessa "crítica" eu quero distância. Sempre fui independente, eu mesmo divulgo e vendo o que pinto, sem intermediários e sem precisar da aprovação de nenhum "curador" pedante. Pinto o que quero, quando quero e para quem eu quero. Tenho um público de amigos fiéis que sempre patrocinam os meus projetos, o que me permite viver modesta e decentemente sem necessitar estar "passando o bajulador chapéu" pelas instituições do governo, pois não tenho a menor vocação para "bobo da corte"... O que quero é ver alguém ardendo no fogo que eu próprio ateei! As obras criadas por mim, ou através de mim, não são objetos de decoração. Tampouco dependem de complicados conceitos para serem captadas pelos sentidos do observador. O que pinto são emoções materializadas em imagens duradouras para serem guardadas, muito bem guardadas, na memória e no coração das pessoas.
Pessoas como você, que está aqui agora!

OS RETRATOS DE BRUNO STEINBACH

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Durante muito tempo era a pintura que cumpria o papel utilitário do registro da realidade, expediente que desde o século XIX foi “ocupado” pela fotografia. Mas, mesmo após o surgimento e predomínio da fotografia - e sua posterior banalização -a arte do retrato pintado a óleo sobre tela manteve o seu espaço na história das artes plásticas, seja pela durabilidade inconteste dessa técnica como por sua qualidade estética ímpar- com suas múltiplas possibilidades estilísticas, além do exclusivo charme “aristocrático” de se ter a imagem de um membro da família, ou de uma personalidade histórica, perpetuada pelos hábeis pincéis de um renomado artista. Também pintei alguns retratos em minha trajetória profissional. Muitos por afinidade sentimental, outros por encomenda, como forma de conseguir o suporte financeiro necessário para continuar essa prazerosa porém árdua jornada pelo universo da pintura. A seguir, veremos uma amostra dessa minha outra face: Os Retratos!

EXPOSIÇÕES DE BRUNO STEINBACH
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Aqui temos algumas imagens das principais exposições de Bruno Steinbach, eventos que tiveram grande importância na minha vida pessoal e profissional.  Particularmente, destaco a mostra itinerante "Nômades DE do Tempo", por ser um marco da minha "reentrada na atmosfera terrestre", e a coletiva de pintura “Artistas Brasileiros 2006”, mostra organizada pelo Senado Federal, objetivando catalogar e expor os artistas (pintores) mais expressivos da atualidade em seus respectivos Estados. Eu fui representando a Paraíba. A exposição foi no Salão Negro do Palácio do Congresso Nacional (Brasília - DF). com abertura presidida pelo Presidente do Senado, Renan Calheiros, em solenidade muito prestigiada pela sociedade em geral e pelo corpo diplomático sediado no Distrito Federal. O evento foi um sucesso, com a participação de 60 artistas de todo o Brasil e cerca de 10.000 visitantes.   
   
As Principais Exposições:

   *  Parahybavista - Urbe & Orbe. 2010. Individual (infogravuras com paisagens da Paraíba). De 15 a 31 de julho de 2010. Área de lazer do SESC/centro. João Pessoa, Paraíba, Brasil. Composta de um álbum de gravuras com paisagens da capital e arredores, sendo a primeira etapa do projeto Parahybavista (https://picasaweb.google.com/101520420212157489852/ABERTURADAEXPOSICAOPARAHYBAVISTAURBEORBEFASE1SESCCENTROJUL2010?authuser=0&feat=directlink). ~
Agradecimento aos parceiros, em especial a Joaquim Norberto Sales (Panificadoras Bonfim).PATROCÍNIO: PANIFICADORAS BONFIM, RESTAURANTE GULLIVER, LABORATÓRIO MAURÍLIO DE ALMEIDA. APOIO: 1ª FROTA RENT A CAR (Locadora de Veículos), CASA JORGE MOLDURAS, SOTECA, CABO BRANCO FM.

   *  Mulheres em Evidência. 2008. Uma homenagem à mulher (Individual, pinturas de retratos de mulheres influentes e de destaque em diversos segmentos da sociedade paraibana). Organizada pelo Governo da Paraíba, através da Sub-secretaria de Cultura, com produção de  Rosanna Chaves,  em   reverência ao  chamado Mês da  Mulher. A exposição faz parte do “Projeto Cultura no Centro”, que realiza anualmente eventos  culturais  no  centro  histórico  da  cidade. De 06 a 30 de março, Casarão dos Azulejos, sala Tomás Santa Roza, João Pessoa, Paraíba
(http://brunosteinbach.wordpress.com/atividade-e-exposicoes/mulheres-em-evidencia-2008/).

   *  Artistas Brasileiros 2006. Mostra organizada pelo Senado Federal, objetivando catalogar e expor os artistas (pintores) mais expressivos da atualidade em seus respectivos Estados. Eu fui representando a Paraíba. A exposição foi no Salão Negro do Palácio do Congresso Nacional (Brasília - DF), com abertura presidida pelo Presidente do Senado, Renan Calheiros, em solenidade muito prestigiada pela sociedade em geral e pelo corpo diplomático sediado no Distrito Federal. O evento foi um sucesso, com a participação de 60 artistas de todo o Brasil e cerca de 10.000 visitantes. "Jamais esquecerei a maneira digna e carinhosa com que fui tratado por todos no Congresso Nacional. Em um difícil momento de recomeço, foi um aval de peso para a minha retomada do meu lugar ao sol... " Um agradecimento especial a Érica e José William Chianca, pelas imagens e pelo apoio
( http://artistasbrasileiros2006brunosteinbach.blogspot.com/ ).

   *  Retrospectiva "Steinbach - 30 Anos de Pintura". 2004. (pinturas e gravuras). Salão Pedro Américo, Casarão 34 - Fundação Cultural de João Pessoa - FUNJOPE, João Pessoa,  Paraíba,  Brasil. Pinturas, retratos e gravuras, desde o primeiro quadro até os trabalhos recentes. Após tantos anos ausente, um doce e vitorioso regresso, com sabor de sucesso! Minha gratidão  aos meus familiares e amigos - pelo apoio e divulgação. Agradecimento especial ao meu irmão Eduardo Machado Silva (produtor executivo e patrocinador do projeto - aqui nenhum centavo veio de dinheiro público) e aos colecionadores, que prontamente emprestaram as obras para a exposição
(https://picasaweb.google.com/101520420212157489852/RETROSPECTIVASTEINBACH30ANOSDEPINTURA?authuser=0&feat=directlink ). 

   *  Nômades Amantes do Tempo. 1998. Individual (Pinturas),1998, no Museu Municipal de Mossoró - Museu Municipal Jornalista Lauro da Escóssia, e na Fundação Cultural Capitania das Artes, respectivamente em Mossoró e em Natal, Rio Grande do Norte, Brasil. "Duas exposições importantes para o meu recomeço da carreira e da vida. Minha eterna gratidão a todas as pessoas generosas de Mossoró, pelo voto de confiança, pelo estímulo e pelo indispensável apoio que me foram dados de maneira tão dignamente incondicional, ao me aceitarem e me adotarem como filho da terra, durante os anos em que lá vivi, mesmo cientes da situação de apenado em que me encontrava. É para essas maravilhosas criaturas que dedico esta página, que somente está sendo elaborada agora por conta da sua enorme generosidade naquela época - agradecimento muitíssimo especial para France...";
(https://picasaweb.google.com/101520420212157489852/NomadesAmantesDoTempo?authuser=0&feat=directlink )

EXPOSIÇÕES (1976- 2015):

1976
• Coletiva durante o I Festival deVerão de Areia (Desenho). Areia, Paraíba, Brasil.
• Coletiva “4 Artistas Novos” (Pintura). 1976. Galeria de Arte Pedro Américo, João Pessoa, Paraíba, Brasil.
1977
• Coletiva “Artistas Gaúchos e Paraibanos” (Pintura). II Festival de Verão de Areia, Teatro Minerva, Areia, João Pessoa, Paraíba, Brasil.
1978
• Coletiva Universitária de Artes Plásticas da Paraíba” (Prêmio UFPB de Pintura). Museu de Arte Moderna Assis Chateaubriant, Campina Grande, Paraíba, Brasil.
• “II Salão Nacional Universitário de Artes Plásticas”. Centro de Cultura da Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, Paraíba, Brasil.1978.
• I Exposição Individual (Desenhos a bico de pena e óleo/cartão). 1978. Centro de Cultura da UFPB, João Pessoa, Paraíba, Brasil.
• Coletiva “Arte Nova” (Desenhos e Pinturas). Centro de Cultura da Universidade Federal da Paraíba/UFPB.
1981.
• Coletiva “Arte Paraibana 80”. VI Festival de Verão de Areia, Areia, Paraíba, Brasil..  
1982
• Coletiva de Artes Plásticas. VII Festival de Verão de Areia. Areia, Paraíba, Brasil
• Coletiva “O Cartaz no Teatro” (Cartaz da Peça “Donzela Joana”). Sala Almeida Júnior, Galeria Prestes Maia, São Paulo, São Paulo.
• Coletiva de Aniversário da Galeria Gamela (Pinturas). João Pessoa, Paraíba, Brasil
1983
• Coletiva de Inauguração da Galeria Transarte (Pinturas). João Pessoa, Paraíba, Brasil.
• Coletiva no Espaço Cultural (Serigrafias). João Pessoa, Paraíba, Brasil.
• Coletiva na Galeria Gamela (Serigrafias). João Pessoa, Paraíba, Brasil.
• Coletiva “A Magia dos Dias” (Pinturas). Galeria Portinari, João Pessoa, Paraíba, Brasil.
1984
• “Coletiva de Artistas Nordestinos” (Pinturas). Escritório de Arte , João Pessoa, Paraíba, Brasil.
• I Coletiva CEF de Artistas Paraibanos” (Pinturas e Painel). Caixa Econômica Federal da Paraíba/Galeria Transarte, João Pessoa, Paraíba, Brasil.
• Coletiva de Artes Plásticas (Pinturas). Galeria Archidy Picado, João Pessoa, Paraíba, Brasil.
1985
• Coletiva , Galeria Transarte (Pinturas). João Pessoa, Paraíba, Brasil.
• Coletiva de Artistas Paraibanos “De Todas As Cores” (Pinturas). Exposição beneficente em prol do Hospital Padre Zé. Espaço Novo, João Pessoa, Paraíba, Brasil.
1986
• Coletiva de Artes Plásticas em benefício da “Casa do Candango” (Pinturas). Brasília, DF, Brasil.
• Coletiva “Artistas Paraibanos” (Pinturas). Hotel Garvey Park, Brasília, DF, Brasil.
• Coletiva Pernambucana Galeria de Arte” (Pinturas). Hotel Vila Rica, Porto Velho, Ro, Brasil.
1987
• Coletiva na Pernambucana Galeria de Arte (Pintura). João Pessoa, Paraíba, Brasil.
• Coletiva “Pintores da Década de 80” (Pintura). Teatro Santa Roza, João Pessoa, Paraíba, Brasil.
1988
• Coletiva “3 Artistas Paraibanos” (Pinturas). Inauguração da Galeria de Artes Plásticas do SESC, João Pessoa, Paraíba, Brasil. 
• Coletiva “Arte Atual Paraibana” (Pintura). Espaço Cultural, João Pessoa, Paraíba, Brasil.
1989
• Individual “Sintese” (Pinturas). Escritório de Arte da Paraíba, João Pessoa, Paraíba, Brasil.
• Coletiva na Galeria de Arte do SESC/Pb, João Pessoa, Paraíba, Brasil.
1990
• Mostra de Presidiários (Pintura). Festa das Neves, João Pessoa, Paraíba, Brasil. Exposição Beneficente em prol do menor carente.
• Coletiva (pintura). Jangada Clube, João Pessoa, Paraíba, Brasil. Mostra beneficente em prol do Projeto Vivência – Cultura no Presídio.
• Coletiva “II Arte Atual Paraibana” (Pintura). Espaço Cultural, João Pessoa, Paraíba, Brasil.
• Coletiva de Inauguração da Galeria de Arte Sol Nascente (Pintura). João Pessoa, Paraíba, Brasil
1991
• Individual “Retalhos de um verão” (Pinturas). Galeria de Arte Sol Nascente, João Pessoa, Paraíba, Brasil.
1993
• Individual de inauguração da Steinbach Galeria de Arte (Pinturas). João Pessoa, Paraíba, Brasil.
1998
• Individual “Nômades Amantes do Tempo” (Pinturas). Museu Municipal de Mossoró, Mossoró, Rio Grande do Norte, Brasil. Individual itinerante,1998, no Museu Municipal de Mossoró - Museu Municipal Jornalista Lauro da Escóssia (escrito assim mesmo), e na Fundação Cultural Capitania das Artes, respectivamente em Mossoró e em Natal, Rio Grande do Norte, Brasil. "Duas exposições importantes para o meu recomeço da carreira e da vida. Minha eterna gratidão a todas as pessoas generosas de Mossoró e aos parentes e amigos pelo voto de confiança, pelo estímulo e pelo indispensável apoio que me foram dados de maneira tão dignamente incondicional, ao me aceitarem e me adotarem como filho da terra, durante os anos em que lá vivi, mesmo cientes da situação de apenado em que me encontrava. É para essas maravilhosas criaturas que dedico esta página, que somente está sendo elaborada agora por conta da sua enorme generosidade naquela época - agradecimento muitíssimo especial para France..."; 
2002
• Aposição do Retrato do Presidente Epitácio Pessoa, em sessão solene no Plenário da Assembleia Legislativa do Estado da Paraíba. ocupou a tribuna para falar da pintura e da vida de Epitácio Pessoa, quando foi aplaudido de pé pelos presentes. João Pessoa, Paraíba, Brasil.
• Aposição do Retrato do Deputado José Mariz, em sessão solene no Plenário da Assembleia Legislativa do Estado da Paraíba. João Pessoa, Paraíba, Brasil. 
2004
• Retrospectiva “Steinbach – 30 Anos de Pintura” (Pinturas).Salão Pedro Américo, Casarão 34 – Fundação Cultural de João Pessoa – FUNJOPE, João Pessoa, Paraíba, Brasil. De 05 a 26 de novembro de 2004.
2006
• Coletiva “Arte Postal SESC ”, SESC Centro, João Pessoa – Paraíba, Brasil.
• Coletiva “Artistas Brasileiros 2006” (Pintura). De 21 de junho a 14 de julho, Salão Negro do Palácio do Congresso Nacional, Brasília, DF, Brasil. Em junho de 2006 Bruno Steinbach é convidado pelo Senador José Targino Maranhão para participar da exposição coletiva de pintura “Artistas Brasileiros 2006”, mostra organizada pelo Senado Federal, objetivando catalogar e expor os artistas (pintores) mais expressivos da atualidade em seus respectivos Estados. Bruno foi representando a Paraíba. A exposição foi no Salão Negro do Congresso Nacional, com abertura presidida pelo Presidente do Senado, Renan Calheiros, em solenidade muito prestigiada pela sociedade em geral e pelo corpo diplomático sediado no Distrito Federal.O evento foi um sucesso, com a participação de 60 artistas de todo o Brasil e cerca de 10.000 visitantes.
2007
• Coletiva em homenagem ao “Dia Internacional da Mulher”, integrando o projeto Cultura no Centro, na sala de exposições Tomás Santa Roza, no Casarão dos Azulejos. De 08 a 30 de março, João Pessoa – Paraíba, Brasil
• Coletiva “Arte Postal SESC II”, 8 de maio, SESC Centro, João Pessoa – Paraíba, Brasil.
• Coletiva “Múltiplos”, na sala de exposições Tomás Santa Roza, no Casarão dos Azulejos. De 15 a 30 de maio, João Pessoa – Paraíba, Brasil.
• Coletiva “Expoentes da Arte Paraibana” , Casarão 34, Funjope.De 17 de maio a 18 de julho, João Pessoa – Paraíba, Brasil.Coletiva * “Das Neves – Uma História” , organizada pela prefeitura da cidade, através da Funjope, como parte da programação da Festa das Neves. Casarão 34, Agosto , João Pessoa, Paraíba, Brasil.
• Coletiva “Mostra Paraibana de Mini-gravuras”, organizada pelo Clube da Gravura da Paraíba. De 15 de outubro a 15 de novembro, Casarão 34 – Funjope, João Pessoa, Paraíba, Brasil.
2008
• Individual “Mulheres em Evidência”, uma homenagem à mulher. Pinturas de retratos de mulheres influentes e de destaque em diversos segmentos da sociedade paraibana. Organizada pelo Governo da Paraíba, através da Sub-secretaria de Cultura, com produção de Rosanna Chaves, em reverência ao chamado Mês da Mulher. A exposição faz parte do “Projeto Cultura no Centro”, que realiza anualmente eventos culturais no centro histórico da cidade. De 06 a 30 de março, Casarão dos Azulejos, sala Tomás Santa Roza, João Pessoa, Paraíba.
• “I Bienal Pequenos Formatos”. Coletiva. Participa como convidado.Área de Lazer, Sesc centro, João Pessoa, Paraíba. De 13 a 31 de maio de 2008 ).
• “Caravana de cultura da Paraíba” De abril a dezembro de 2008 Festival itinerante de cultura, percorrendo várias regiões do estado da Paraíba com exposições do acervo do FIC – Fundo de incentivo à Cultura, Coletiva dos artistas paraibanos Bruno Steinbach, Fran Lima, Guy Joseph, Joalisson Cunha, Clóvis Júnior, Dadá Venceslau, Paulo Aurélio, Sayonara Melo, Shiko, Wilson Figueiredo, Flávio Tavares, Chico Dantas, Ivanusa Pontes, Alexandre Filho, Tito Lobo, Régis Cavalcanti, Fred Svendsen, entre tantos outros. E mais: Oficinas de elaboração de projetos culturais, exibição e debates dos projetos “Cinema nas Ruas” e “Cinema na Escola”. Realização: GOVERNO DA PARAÌBA (Subsecretaria de Cultura)
• “1ª Mostra de Arte Contemporânea Paraibana”. Coletiva de Inauguração da Estação Cabo Branco – Estação Ciência, Cultura & Artes. De 3 de julho a 31 de Agosto de 2008 ).
2009 
• “III Arte Postal SESC-Pb”. Coletiva. Participa como convidado. Área de Lazer, Sesc centro, João Pessoa, Paraíba. Dia 26 de maio de 2009. O III Arte Postal SESC-PB faz parte das atividades do VI FAVIP-Festival de Artes Visuais da Paraíba, realizado de 19 de maio a 5 de junho de 2009, na área de lazer do SESC-CENTRO João Pessoa.Uma realização do SESC-PB em parceria com a ASSOCIART.
• COLETÂNEA PARAIBANA . Estação Ciência, Cultura e Artes (Estação Cabo Branco). De 26 de agosto a 27 de outubro de 2009. João Pessoa, Paraíba, Brasil. Coletiva com mais de 160 artistas paraibanos, do século XIX aos dias atuais. 
2010
• "MEMÓRIA DA GRAVURA EM SERIGRAFIA NA PARAÍBA: 1980-2010" (Usina Cultural Energisa , João Pessoa-PB,  10 de junho).
• PARAHYBAVISTA – URBE & ORBE. Individual. Composta de um álbum de gravuras com paisagens da Paraíba.De 15 a 31 de julho de 2010. Localização: Sesc/centro, João Pessoa, Paraíba, Brasil.
2011
• “FESTIVAL DE ARTES PLÁSTICAS”. Coletiva (infogravuras com paisagens da Paraíba). Realizado pelo Projeto Arte na Contemporaneidade: Pensamento, Criação e Ato. De 18 a 19 de março de 2011. Localização: Palácio das Artes, Campina Grande, Paraíba, Brasil. 
• “POETICIDADE”. Individual (Pinturas). Em uma homenagem prestada ao artista pelo SESC, a mostra integra a programação do VIII Festival de Poesia Encenada do Sesc. De 05 a 08 de abril de 2011. Área de Lazer do SESC – Centro. João Pessoa, Paraíba, Brasil.
2012
• Inauguração da Galeria de Arte do SESC CABO BRANCO e Salão de Artes Visuais (João Pessoa-PB, 3 de agosto de 2012).
2014
• Exposição Acervo Sesc Paraíba 2014 (SESC Cabo Branco, João Pessoa-PB).
• Exposição Coletiva: Retratos (de 20 de fevereiro a 20 de março de 2014, salão nobre do Teatro Alberto Maranhão (Natal - RN)
2015
• “Horizonte das Artes Visuais de Mossoró" (Galeria Joseph Boulier, Memorial da Resistência, de .27 de agosto a 30 de setembro, Mossoró-RN).
• “Horizonte das Artes Visuais de Mossoró". Em Pinacoteca Potiguar, Natal-RN (antigo Palácio do Governo do Rio Grande do Norte). Coletiva itinerante, de 11 de dezembro de 2015 a 11 de janeiro de 2016. Realização: Sociedade Amigos da Pinacoteca

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

PORCARIA CONCEITUAL


Panorama da arte brasileira?!


Qualquer um pode querer ser um artista; mas a distância entre o querer e o ser é grande...




Performance "La Bête": botar um cara nu, ao vivo e a cores, com o furico e a bilola de fora no meio de um salão de um museu como o MAM*, dentro da programação de importante evento, para um bando de babacas ficarem tocando e apreciando. Para certos curadores malas agora isso é arte conceitual - e o que se gasta de dinheiro público com essas porcarias de "instalações" e "performances" não está no gibi! E triste de quem não gostar dessas arrumações! Vem logo em defesa um curador espertinho com suas elucubrações abstratas, seu palavreado conceitual repleto de citações e o escambau, em tom professoral, como se fôssemos ignorantes e intolerantes. Além do mau uso do nosso dinheiro, esses acontecimentos abrem uma brecha para os preconceituosos e falsos moralistas de plantão, que vêm logo com um apocalipse de histéricas injúrias e acusações (sic). 

Por essas e outras é que a arte contemporânea anda tão desvalorizada e esculhambada, fazendo com que nós - os artistas profissionais que dependemos dela para sobrevivermos - tenhamos que enfrentar ainda mais dificuldades e preconceitos, por causa da contrainformação que esses picaretas produzem com o aval da "cultura" oficial, curadores de meia-tigela que desprezam obras de arte e produzem essas "embromações conceituais". 

Nada tenho contra ficarem nus por aí - tem gente que gosta de espiar e de mostrar. Mas é absurda a afirmação que uma performance qualquer é uma manifestação artística; acho que há expressões verdadeiramente artísticas mais interessantes para se produzir com nosso dinheiro; ações que mostrem dom, virtuose, talento, artesania - e que não me venham comparar essa fuleragem com os belos nus expostos em excelentes obras-primas nos melhores museus do mundo.

Uma coisa é liberdade de expressão; outra coisa é definir toda porcaria como arte e todo fofa como artista. É a mesma coisa de achar que qualquer um pode jogar futebol como um Pelé, qualquer um pode tocar como um Arthur Moreira Lima, qualquer um pode pintar como um Salvador Dali... Ah... que me poupem desses malas niilistas negativos que tudo querem desconstruir com sua esperteza e demagogia! E que os babacas metidos a modernosos não embarquem nessa barca furada. Qualquer um pode querer ser artista... mas entre querer e ser há uma longa distância. Respeitem o talento, a artesania, a aptidão, o dom do artista profissional.

Isso não é arte, isso não é crime... isso é apenas uma porcaria, mermão!


* Nota de rodapé...

A performance "La Bête" ("O Bicho"), do artista Wagner Schwartz, que integra a mostra 35º Panorama da Arte Brasileira, no Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo, apresentado ao público em polêmico evento de abertura fechado na última terça-feira. Diz o "artista" tratar-se de uma leitura interpretativa da obra "Bichos", de Lygia Clark (sic).



Separando o joio do trigo.

Antes de bancar o babaca e ir ver cabra nu mostrando o furico e a bilola em museu, é bom ler o texto...

A ARTE CONTEMPORÂNEA SEGUNDO FERREIRA GULLAR



Há tempos, a revista Isto É publicou uma matéria do repórter Ivan Claudio sobre duas exposições, na qual ele ouvia as artistas e o crítico Ferreira Gullar. Esta entrevista foi complementada também pelo jornalista Fábio Palácio.

Segue a entrevista com o Gullar:


O senhor diz que a arte tem que emocionar, caso contrário não é ar­te. No entanto, hoje em dia as pes­soas teorizam tanto a arte...


Ferreira Gullar: existe uma tese da arte conceitual, da arte feita só por ideias. Isso não tem cabimento. Para refletir, preciso ler filosofia, não vou me ocupar do estilo de pintar do Cildo Meirelles para fazer isso. Ele é um excelente pintor, mas por que ele não pinta em vez de fazer o que está fazendo? Coloca escrito na obra "Urinóis – cocô artificial com planta natural". É para pensarmos sobre isso? O que vamos pensar sobre cocôs e plantas artificiais? Isso é muito pobre. Se ele fizesse os guaches que fazia antes, se comunicaria e transmitiria coisas que as pessoas poderiam sentir por meio da arte. Estive agora em Paris e fui ao Museu de Arte Moderna. Só vale pelo acervo de obras realizadas até a dé­cada de 40. Depois disso, nada vale a pena. O museu está vazio, ninguém vai lá. Tinha até uma exposição da Yoko Ono, que só faz besteira também, mas mesmo assim estava vazio. Só está lá porque ficou famosa depois que casou (com o ex-Beatle John Lennon). É inacreditável ver os diretores do museu convidando esse tipo de gente para expor. O resultado disso é que ninguém vai lá ver a exposição. Já o Louvre recebe multidões de pessoas, assim como o Museu Picasso.

E quanto aos críticos que escrevem páginas e páginas sobre essa arte conceitual? Às vezes, ao terminarmos de ler uma dessas críticas, nos sentimos péssimos, pois não entendemos nada.

Ferreira Gullar: Nem eles entendem, porque não há o que dizer sobre isso. A Jac Lemer fez uma exposição no Rio de Janeiro com umas maletas de viagem e teve um crítico que citou Heiddeger e Marx para apresentar a exposição. Não tem nada a ver com nada. É um texto indecifrável que, na verdade, não significa nada. O crítico não tem o que dizer e fica inventando. Vai di­zer o quê? Que as maletas estão bem arrumadas no espaço? Realmente não há o que dizer, pois ela nem fez as maletas, as comprou prontas. A rigor, não pode haver crítica sobre essa besteirada. O difícil é explicar como isso se mantém há décadas. A Bienal de Veneza acabou de ser inaugurada com as mesmas bobagens. Antes de ser aberta ao público, um cara mandou uma proposta de instalação que é um absurdo, e foi obedecida pela direção do evento. A ideia propunha a criação de um muro que fechava a entrada do pavilhão espanhol. Para que a entrada fosse permitida, seria necessária a apresentação do passaporte espa­nhol. Ou seja, ninguém conseguia entrar. E o incrível é que a Bienal topou isso! Na verdade, o artista estava era fazendo uma grande gozação com a Bienal, gozando a instituição. Essas pessoas são niilistas. Destruíram a ar­te, são pessoas que não têm o que fa­zer na vida e, com razão, gozam uma instituição que quer instituir algo que não existe. Essa instituição tanto vive um impasse que aceita a sugestão de um cara que manda fechar a porta da sua própria exposição. Afinal, se ne­gasse o pedido, ela não seria uma instituição de vanguarda, seria conservadora. e como é de vanguarda tem que dizer sim. Só que isso acaba com ela. O que acontece então? Acontece que a Bienal praticamente não tem mais expressão alguma. É moribunda, está se autodestruindo. Aceitar esse tipo de coisa é autodestruição. (...) A última Bienal foi um fracasso. Todos os vídeos eram chatérrimos e cheios de bobagens. Em Paris, assisti recentemente a um vídeo que só mostrava um cara berrando sem parar. Interna esse ca­ra! Vídeo bom é aquele que narra al­guma coisa.

Qual é exatamente a diferença entre expressão e obra de arte?

Ferreira Gullar: A obra de arte, ao contrário da expressão pura, necessita da elaboração de uma linguagem. É o que eu digo: tudo isso chega a um ponto tal que um pintor como Joseph Bueys – que levou suas experiências a um radicalismo extremo - afirma que todo mundo pode fazer arte. Claro! Se arte é pegar, como ele faz, um pedaço de trilho, cortar e pendurar na parede, qualquer pessoa pode fazer. Mas eu duvido que qualquer pessoa escreva uma sinfonia como Stravinsky, ou pinte uma Guernica como Picasso. Por isso eu afirmo: não é uma empulhação, mas uma confusão que vai surgindo de um processo de desintegração da linguagem.
De modo que, para mim, a crise baseia-se, por um lado, na confusão entre expressão e arte, que são coisas diferentes; por outro lado, há também o problema da busca obsessiva do novo. Buscar o novo, do ponto de vista da arte, é uma futilidade. Você faz o novo - e não existe arte que não implique no novo. Eu não vou escrever um poema que já foi escrito, nem vou repetir o meu próprio poema. Qualquer poema que eu escreva, para ser poema, deve ter algo de novo dentro dele. Mas não precisa ser um paletó de três mangas. Isso é um outro dado.
Antigamente, Leonardo da Vinci sentia-se orgulhoso por ter mestres, e quando, em Milão, encomendaram a escultura de um cavalo, ele saiu atrás de cada obra dos escultores anteriores a ele, para aprender e só então se aventurar a fazer a sua escultura. Na época moderna, ao contrário, ninguém quer ter mestres, todo mundo quer inventar a arte por si mesmo, todo mundo quer ser pai e mãe de si mesmo. Hoje, se você disser para qualquer pessoa que ela aprendeu alguma coisa com alguém, ela te dá um tiro, ela não aprendeu nada com ninguém, ela inventou tudo. Quer dizer: isso é o que essa pessoa pensa.

Podemos dizer então que a crise da arte é uma crise de pressupostos, de princípios, de concepções do que seja a arte?

Ferreira Gullar: Basicamente é isso. A origem, como eu falei, está em um processo verdadeiro, que não é embromação, mas resultou nisso: na desintegração desses valores, desses princípios. Então hoje não há valor algum. Mas, ao dizer isso, eu me refiro apenas ao setor radical, porque os verdadeiros artistas continuam fazendo arte. Há muitos bons pintores, no Brasil e lá fora, que têm noção do que estão fazendo e que não embarcaram nessa canoa furada. Mas o grande problema é que a crítica e as instituições - Bienal de São Paulo, museus de arte - todas embarcaram nessa loucura.

Hoje em dia - como o senhor próprio afirma - existe uma forte tendência a se pensar que tudo é arte, que qualquer um é artista. Esse tipo de pressuposto não contribuiria para um esvaziamento da reflexão do papel do sujeito e do trabalho no ato estético?

Ferreira Gullar: Evidente, evidente. Essa afirmação a que eu me referi, segundo a qual arte todo mundo pode fazer, isso é uma mentira e desvaloriza o artista. É um democratismo, uma falsa liberalidade que não tem valor algum, porque é mentirosa. De fato, se você admite que qualquer um pode fazer arte, pode parecer que sua visão é igualitária. Mas as pessoas não são iguais, elas têm direitos iguais. Nem todo mundo é Zico. Qualquer um pode jogar futebol como Zico? Isso é uma mentira, o que não quer dizer que o Zico seja superior a ninguém. Mas no futebol ele é melhor do que a maioria das pessoas, incluindo as que também jogam futebol. Qualquer um pode sentar no piano e tocar o Noturno n° 2 de Chopin? Não é verdade. Mas hoje se afirma isso e todos aplaudem. Agora, a consagração disso só continua nas artes plásticas. Porque nas artes plásticas amarram-se três pedras num arame e aquilo é "arte". Como qualquer um pode fazer isso, tem até sentido dizer que qualquer um faz arte essa arte que não é arte. Mas, saindo do terreno das artes plásticas, qualquer um faz cinema? Qualquer um compõe as tocatas e fugas de Bach? Evidente que não.

Em seu livro Argumentação contra a Morte da Arte o Sr. afirma que "a transmutação do material em espiritual no ato poético não se faz por milagre. Cria-se com trabalho, domínio dos meios de expressão, acumulação gradativa da experiência ". A arte contemporânea não estaria profundamente influenciada por uma visão negativa do trabalho como fardo, sacrifício?

Ferreira Gullar: Sim, claro. Totalmente negativa. Quando você adota essa atitude de que basta dependurar uma quantidade de corda no teto de uma galeria para ter uma expressão artística, então isso está implícito. Primeiro, porque não é ele (o artista) quem sobe no teto; ele não fez as cordas; ele não amarrou as cordas. Um artista, há alguns anos atrás, expôs em uma galeria no Rio uma grande quantidade de bronze desfiado, isto é, uma maçaroca de fios de bronze que pesava duas toneladas e ocupava toda a galeria. Quando eu vi aquilo fiquei me perguntando por que ele fez aquilo e por que a galeria expôs. Ninguém vai comprar duas toneladas de fios de bronze, porque é uma coisa feia, pesada, cara e também uma bobagem. Então por que a galeria estava expondo aquilo? A galeria é uma casa comercial. Vai expor o que não vende? Qual a razão disso? Eu me perguntei e fui lá. E, como quem não quer nada, encostei em uma mocinha e falei assim: vem cá, eu estou achando estranho isto aqui. Ninguém compra... o artista está vendendo o quê? Aí ela abriu uma gaveta que estava cheia de desenhos do artista: guaches, aquarelas, etc. Ele vendia desenhos. Veja bem: no fundo, ele fazia desenhos iguais aos de qualquer outro artista, mas sucede que aquela obra ali, supostamente de vanguarda, era simplesmente marketing para chamar a atenção das pessoas. Então o artista vive de se fazer famoso ficando nu no museu, colocando duas toneladas de bronze na galeria e o que ele vende é até ruim, de baixa qualidade, convencional, igual ao que um outro qualquer faria. Mas esse outro não tem a esperteza de colocar duas toneladas de bronze na galeria. É um jogo de natureza meramente comercial.

A arte está hoje submetida aos princípios que regem as relações de mercado, o que faz com que a maioria das obras artísticas se tornem mercadorias comuns, objetos industriais como outros quaisquer. Essa submissão não toma a arte muito vulnerável a determinações estranhas aos princípios da liberdade e da criatividade do artista?

Ferreira Gullar: Claro. Esse exemplo que eu dei é típico dessa visão comercial. O problema da comercialização nasce com a sociedade contemporânea, com o capitalismo nasce isso. Quando Manet, junto ao grupo impressionista, cria o Salão dos Recusados - que é o início da revolução moderna da Arte -, o que era aquilo? É que no Salão Oficial, na França - um grande Salão de Arte anual - havia um júri composto de professores da Escola de Belas Artes. Aquele júri era a bolsa que estabelecia o valor das obras de arte. Quem ganhava prêmios naquele salão imediatamente passava a ter clientes para comprar suas obras. Só que, em vez de ser o mercado que determinava o seu valor, era um grupo de professores, acadêmicos. Então quando Manet manda para o salão oficial um quadro que retratava uma mulher nua, sensual, aquilo causou um escândalo tal que o júri não aceitou o quadro. A obra não foi aceita nem para ser exposta, consequentemente não poderia ser premiada. Daí criou-se o Salão dos Recusados, isto é, daqueles que não tinham sido sequer aceitos pelo júri. Mas, na verdade, tudo isso refletia a necessidade de que o valor da obra de arte não fosse mais determinado - no capitalismo, isso era um absurdo - por um júri. Tinha que ser determinado pelo mercado. De fato, é isso. E eu não o digo para desmoralizar a experiência impressionista, porque, independente disso, é uma arte de grande valor, de grande qualidade e que merecia ter o seu lugar na sociedade, não podia ser discriminada por aquele grupo de professores. Mas também, junto com isso, estava essa necessidade de fazer com que o mercado determinasse o valor, e não um júri.
Esse é o processo. Inclusive essas performances e outras formas de Arte que não criam um objeto de arte são, no fundo, também uma fuga ao capitalismo, uma rejeição do artista em criar objetos vendáveis. Quando o artista cria uma performance, aquilo não pode ser vendido. Só que o processo da sociedade capitalista é tão infernal que transforma aquilo em valor comercial. Quer dizer: o artista não pode vender o objeto, mas ele vira espetáculo. Não tem saída. Ele não resolve o problema e ainda destrói a arte. Então é preferível tentar - já que vive dentro do sistema - impedir que o sistema determine a tua expressão. É isso o que os grandes artistas fazem. Por exemplo: Samico, um importante gravador brasileiro radicado no Recife, faz apenas uma gravura por ano. É um exemplo de artista que resiste a esse processo. Um outro exemplo está na poesia. Como ela não vale nada, ela não entrou nessa paranoia. Ela se mantém, na literatura brasileira como na literatura mundial, muito mais independente, autônoma e criativa do que esse tipo de arte, em que o artista, querendo ou não, está envolvido com o mercado, e é arrastado por ele.

A indústria cultural está hoje cada vez mais concentrada. Alguns dados apontam que o setor farmacêutico e o cultural são os que passam pelo maior número de fusões e aquisições. Grandes conglomerados como a ABC-Disney, a Time- Warner, a Hearst Corp. e a Globo concentram cada vez fatias maiores do mercado cultural. Até que ponto isso pode contribuir para o processo de padronização e esterilização da produção cultural?

Ferreira Gullar: Eu distingo arte de verdade de entretenimento. Eu acho que televisão é entretenimento, não é arte. É evidente que, se você escreve uma novela e uma peça de teatro, tudo é dramaturgia. A novela de televisão também exige destreza, domínio, imaginação, etc. É uma diferença de grau. Na peça de teatro o ator também faz dramaturgia, ele também tem imaginação, etc.

Qual a relação entre Arte e História? Podemos encontrar na História da Arte os determinantes do formato atual da experiência artística?

Ferreira Gullar: Não podemos compreender a arte de hoje sem conhecer a história da arte e a história da sociedade. É impossível compreender o que aconteceu, sem isso. Existe uma relação entre o processo histórico e o processo artístico e cultural. Mas a relação do artístico e do cultural com O econômico - que é a base, o processo fundamental da sociedade - é uma relação distante. O econômico não determina sempre, de uma mesma maneira e num mesmo grau, o cultural e o artístico.

Notas extras de Ferreira:
Outro ponto a se discutir é que um artista conceitual afirma que quem ainda leva em conta valores estéticos é ultrapassado, já que a nova arte não liga mais para isso. Mas pode haver arte sem valor estético? Arte sem arte? Estas são as perguntas de Ferreira Gullar sobre o assunto.
Descartando assim a expressão estética, como quer a arte conceitual, concluíram que se negar a realizar a obra é reencontrar as fontes genuínas da arte. E, se o que se chama de arte é o resultado de uma expressão surgida na linguagem da pintura, da gravura ou da escultura, buscar se expressar sem se valer dessa linguagem seria fazer arte sem arte ou, melhor dizendo, ir à origem mesma da expressão.
Só que isso nos leva, inevitavelmente, a perguntar se toda expressão é arte. Exemplo: se amasso uma folha de papel, o que daí resulta é uma forma expressiva; pode-se dizer que se trata de uma obra de arte? Se admito que sim, todo mundo é artista e tudo o que se faça é arte.
Ferreira Gullar diz que, ”em resumo, o principal problema da arte contemporânea é que se confundiu expressão com arte. Perdeu-se a noção de que uma coisa pode ser expressiva sem ser arte. Por exemplo: se eu dou um grito, isso é expressão, mas não é arte. Para que esse grito se torne arte, é preciso que eu o transforme num poema, ou que um pintor como E. Münch faça um quadro como "O Grito", em que aquilo vira uma obra plástica. Se eu me sentar no chão em cima de terra, mesmo que seja no museu, não é obra de arte. Pode ser uma atitude, uma performance adotada como protesto, como manifestação, mas não é obra de arte.”
Nesse caso, onde todo mundo pode fazer arte, acaba se resumindo na questão de uma falsa liberalidade que não tem valor algum, porque é mentirosa. De fato, se você admite que qualquer um pode fazer arte, pode parecer que sua visão é igualitária. Mas as pessoas não são iguais, elas têm direitos iguais.

Por exemplo, Ferreira diz: "nem todo mundo é Zico. Qualquer um pode jogar futebol como Zico? Isso é uma mentira, o que não quer dizer que o Zico seja superior a ninguém. Mas no futebol ele é melhor do que a maioria das pessoas, incluindo as que também jogam futebol."