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Idealizado por mim entre 2014 e 2015, é meu presente para a cidade de João Pessoa - já que até hoje não recebi da construtora nenhum tostão pelo projeto. Pelo menos a empresa custeou e realizou a obra, me proporcionando o prazer de ver o meu projeto concretizado e exposto ao público.
Na época fiquei bastante chateado quando percebi que não iria ser remunerado - afinal eu já tinha enviado as imagens e a ideia do projeto, em total boa fé (tenho vários e-mails trocados com o dito construtor que comprovam o que afirmo). Digamos que levei um calote prazeroso...
Mas tem uma mosca aqui atrás da minha orelha: como é que conseguiram o "habits" sem que eu assinasse um contrato? Pois pela "Lei dos Edifícios" há exigência de uma obra de arte realizada por um artista cadastrado na FUNJOPE com o contrato assinado? Será que algum cara de pau assumiu a autoria da obra em troca de algum dinheiro? Ainda pretendo tirar essa história a limpo...
OBS: Acredito que o edifício ainda está em fase de acabamento, é uma obra cheia de complicações burocráticas (há anos não passo por lá), na esquina da Av Olinda com a rua Antônio Lira - entre o Hotel Tambaú e a Unidade Médica das Praias (SUS), logo após a Igreja de Santo Antônio.
Acompanhe comigo o desenrolar da história desde o início...
A ideia surgiu numa conversa entre nós (eu e o construtor proprietário do edifício) numa mesa do bar que frequentávamos à epoca, entre 2014 e 2015.
Fiz o projeto, meses de trabalho árduo e ininterrupto na frente da prancheta e do computador (acho que isso foi que estragou minha visão). O projeto permitia que pedreiros colocassem as pastilhas como se fossem "pixels", montando o quebra-cabeça guiados por inúmeros gabaritos - cada um corre respondendo a 1 m² na obra. Uma enorme trabalheira!
Poderíamos ter feito uns "anões de jardim" ou um painelzinho qualquer no muro... mas resolvemos botar pra quebrar - aliás, para não quebrar, nem trincar e nem desbotar (rss)... são 16,20 metros de altura por 5,34 metros de largura...
Ousadia e inovação do construtor e do artista (euzinho aqui) na técnica utilizada. Nem desbota e nem trinca, fácil de restaurar em caso de tiros de idiotas - basta colocar as pastilhas da mesma cor nos locais (rsss).
Mas as negociações foram suspensas desde 2015, quando concluí o projeto, devido a crise financeira; pensei que o amigo havia desistido, não falou nada. Passamos por ligeiros desentendimentos, pois "falar em dinheiro" era assunto proibido... Também, um mural daquele tamanho, ele deve ter pensado que eu sabia e estava fazendo um jogo de gato e rato, típico desses empreiteiros..
A BOA NOVA
Graças a um amigo querido, que me enviou a foto acima, soube que o mural estava pronto no lugar (como disse acima, o projeto permitia que pedreiros colocassem as pastilhas como se fossem "pixels", montando o quebra-cabeça guiados por inúmeros gabaritos). Mas o construtor resolvera a execução do projeto com os fornecedores das pastlhas, que através de um programa de computação montaram o painel com pastilhas pré-numeradas, usando as minhas imagens originais sem me comunicar nada, me excluindo da realização da obra e antes que assinássemos o contrato.
Mas, animado ao ver o mural pronto, "apaguei" os desentendimentos passados e me comuniquei com o proprietário do edifício. Combinamos assinar o contrato e dar entrada na papelada da "Lei dos Edifícios" - que exige uma obra de arte de artista cadastrado na FUNJOPE (Fundação Cultural de João Pessoa) nas edificações para que a prefeitura dê o "habite-se". Fiz uma minuta do contrato e enviei.
Aí começaram novamente nossos desentendimentos, ele sempre me embromando e me levando na conversa, alegando que o meu pagamento seria no final do cronograma, quando o edifícil estivesse pronto, blá blá blá... Senti que era calote e que o sujeito se aproveitara do meu projeto. Mas ver o painel pronto me deu aquela satisfação que todo artista encontra ao ter sua obra exposta e decidi não querer mais nem conversa. Resolvi aceitar o calote.
Mas, como afirmei no começo deste texto, uma mosca ficou atrás da minha orelha: como é que ele conseguiu o "habite-se" da perfeitura se o autor da obra (que sou eu) não assinou nenhum contrato? Será que deu algum dinheiro pra algum cara de pau "assumir" a autoria do projeto? Ainda pretendo tirar a limpo essa história...
Fotomontagem com o meu projeto do mural e o projeto do edifício (criado pelos arquitetos da construtora). O mural: 16,20 metros de altura por 5,34 metros de largura.
O edifício ainda está em fase de acabamento, na esquina da Av Olinda com a rua Antônio Lira - entre o Hotel Tambaú e a Unidade Médica das Praias (SUS), logo após a Igreja de Santo Antônio.
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