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A ARTE PRIMEVA DA HUMANIDADE: XAMÃ - PINTURA E FÉ NA CAVERNA!

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domingo, 1 de outubro de 2023

UM ANJO VOLTANDO À TERRA

Após a sua ascensão aos céus através da criação do artista, o Anjo caído volta à Terra em busca da sua amada humana, numa alucinante e vertiginosa reentrada na atmosfera terrestre.

 
Recebi de Inaldo Leitão esta imagem no interior da loja* de Rafael, que colocou o chassi na tela e esta linda moldura na obra.

"Nômades Amantes do Tempo - A Volta à Terra". Bruno Steinbach Silva, acrílica/tela, 100 x 120 cm, pintado em 28/11/1992 no Presídio do Roger, João Pessoa, Paraíba. Restauração concluída em 05 de julho de 2023. Coleção: Inaldo Rocha Leitão.

NÔMADES AMANTES DO TEMPO
Essa e outras pinturas dessa época foram o embrião para uma série de inúmeras obras expostas anos mais tarde em duas grandes exposições no Rio Grande do Norte (Mossoró e Natal) que contam uma história lúdica de amor entre dois seres que se reencontram em várias encarnações, os nômades amantes do tempo. 

Acima, o Museu Municipal de Mossoró

Abertura da Exposição "Nômades Amantes do Tempo". Bruno e France com convidadas.1998, Museu Municipal, Mossoró, Rio Grande do Norte, Brasil.




Acima, abertura da Exposição Nômades Amantes do Tempo. 1998, Capitania das Artes, Natal, Rio Grande do Norte, Brasil.

Uma história real de amor atemporal, de dois amantes viajantes perdidos no espaço tempo de várias existências repetidas, as separações causadas pela morte e a busca do reencontro em novas vidas do artista e da sua musa...

"A nossa arte é o nosso amor, a nossa esperança. E como o homem não é escravo por perder a liberdade, mas quando perde a esperança, e como nós não perdemos a esperança... Nós somos livres, senhores árbitros do destino: Livres, pois apesar de todas as muralhas nós temos espíritos livres! Espíritos nômades que as suas algemas não conseguem abarcar... Nós somos os amantes de Deus. Nós somos os viajantes do tempo. Nós somos os Nômades Amantes do Tempo!
(Texto do artista para a exposição)


Veja a série temática no álbum do Google:

https://goo.gl/photos/UiRF7LqmCCxSoQDx9


*Casa Jorge Molduras (e telas) 

Av Nossa Senhora dos Navegantes, 430-A, Tambaú. João Pessoa-PB 58039-110

casajorge@uol.com.br

Celular: (83) 98880-1230

WhatsApp: +55 83 8880-1230



domingo, 23 de janeiro de 2022

ATUALIZANDO O CATÁLOGO DAS OBRAS

 Mais umas obras resgatadas do túnel do tempo. 

Agora devidamente catalogadas no álbum da família das minhas obras.

Agradeço a atenciosa colaboração de seu atual tutor - Sérgio Antônio Carneiro Benevides Jr - que me enviou gentilmente os dados e as imagens.

Abaixo, a descrição das pinturas e os links para o catálogo do Google...


Bruno Steinbach Silva: "Sem título" (cat 303). Óleo/tela, 70 x 100 cm, 2000, Camboinha, Cabedelo, Paraíba, Brasil.
Coleção:  Sérgio Antônio Carneiro Benevides Jr.  (João Pessoa-PB).


Bruno Steinbach Silva: "Aladiah e Hariel - estudo em ocre" (cat 305). Óleo/tela, 130 x 160 cm, 2000, Camboinha, Cabedelo, Paraíba, Brasil. 
Coleção:  Sérgio Antônio Carneiro Benevides Jr.  (João Pessoa-PB).


Bruno Steinbach Silva: "Sonhos"
(cat 302). Óleo/tela, 80 x 100 cm, 2000, Camboinha, Cabedelo, Paraíba, Brasil. 
Coleção:  Sérgio Antônio Carneiro Benevides Jr.  (João Pessoa-PB).


CATÁLOGO DAS OBRAS

Veja lá no álbum do Google, tudo junto e misturado, sem censura:

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

IN CONCERT: JULIANA STEINBACH E FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS


Filarmônica celebra Saint-Saëns

Para encerrar a celebração dos 100 anos de morte de Saint-Saëns, a Filarmônica de Minas Gerais mostra as múltiplas facetas do compositor francês em três obras. Da ópera “Sansão e Dalila”, a orquestra apresenta a “Bacanal”. A pianista brasileira Juliana Steinbach mostra o seu virtuosismo no CONCERTO PARA PIANO Nº 2 EM SOL MENOR, OP. 22.

Leia mais no Diário do Comércio
Filarmônica celebra Saint-Saëns: 

Juliana Steinbach "Esquentando as mãos",
antes do ensaio geral com a Filarmônica de Minas Gerais.

Os concertos serão realizados nesta quinta-feira (9) e sexta-feira (10), às 20h30, na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte-MG, com regência do maestro Fabio Mechetti, diretor Artístico e regente titular da orquestra.

O concerto terá presença de público, e a venda de ingressos está disponível no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala Minas Gerais. A apresentação de hoje também terá transmissão ao vivo pelo canal da Filarmônica no YouTube.

Assista ao concerto online na página da Filarmônica no YouTube


Juliana Steinbach brindou o público com um bis: a Dança dos espíritos abençoados, balé composto por Christoph Glück em sua ópera Orfeu e Eurídice que Giovanni Sgambati transpôs para o piano. Bis favorito de Guiomar Novaes, que Nelson Freire sempre tocava em sua homenagem - como um código secreto -  e que Juliana Steinbach prestou assim uma homenagem aos dois, tocando o coração do público com a mais bela e comovente sensibilidade. Assista ao vídeo abaixo.




A franco-brasileira Juliana Steinbach nasceu em João Pessoa, na Paraíba, nordeste do Brasil. Mas aos três anos de idade foi morar em Lyon, na França, onde começou seus estudos musicais com a professora Paule Delorme. Foi aluna dos conservatórios de Lyon (CNR) e de Paris (CNSM), da Academia Pianística de Ímola, na Itália, bem como de residências artísticas em Tel Aviv, Israel, e do Centro de Artes de Belgais, em Portugal. Em maio de 2007, formou-se na Juilliard School, em Nova York. Juliana Steinbach foi solista das sinfônicas de Toulon (França), Savary (Hungria), Mav de Budapeste (Hungria), Rishon Le Zion (Israel), da Paraíba, a Sinfônica e Lírica de Paris, a Filarmônica de Nice e as orquestras de Colonne de Paris, do Conservatório de Paris e a Rundfunk Blasorchester Leipzig (Alemanha). Em 2017, publicou seu disco mais recente, Pictures, com obras de Liszt, Debussy e Mussorgsky.
Mora atualmente em Paris e participa de grandes eventos musicais em várias partes do mundo.

Leia também:


Davi Graton (violino), Emmanuele Baldini (violino), Peter Pas (viola), Rodrigo Andrade (violoncelo) e Juliana Steinbach (piano).

Juliana Steinbach (piano) e o Quarteto Osesp (Emmanuele Baldini, Davi Graton, Peter Pas e Rodrigo Andrade)
Domingo, dia 28 de novembro, 18 horas: concerto de câmera na Sala São Paulo. 

Mais informações na página do site da Filarmônica: TRÊS MOMENTOS DE SAINT-SAËNS Fabio Mechetti, regente Juliana Steinbach, piano https://www.filarmonica.art.br/concertos/agenda-de-concertos/tres-momentos-de-saint-saens/

A Filarmônica Minas Gerais. Foto: Eugenio Savio

Rua Tenente Brito Melo, 1090 
Belo Horizonte - MG
 +55 (31) 3219-9000


domingo, 5 de dezembro de 2021

JULIANA STEINBACH: CONCERTO EM HOMENAGEM A NELSON FREIRE NA SALA CECILIA MEIRELES


Ontem, às 16h, a Sala prestou uma homenagem ao pianista Nelson Freire.
https://youtu.be/3R-yVLDgrBA?t=4641 Sala Cecília Meireles - Online em 4/12/21
Os pianistas Erika Ribeiro , Juliana Steinbach , Lucas Thomazinho e Pablo Rossi , apresentam obras de Chopin, Villa-Lobos, Schubert, Glück e Schumann, primorosamente interpretados pelo grande mestre durante sua carreira.

Foi lindo, tudo muito lindo! Excelente produção!
Todos virtuoses... e a minha menina tocou divinamente, como sempre, com muita emoção.
Também fiquei emocionado, chorei, aqui, isolado na caverna. Brilhante e vibrante a sua interpretação de "Festa no Sertão" de Villa-Lobos. E sei que uma estrela recém-encantada brilhou mais intensamente no céu com "Dança dos espíritos abençoados", de Christoph Glück.
Uma belíssima homenagem a Nelson Freire.
Bravo!

O concerto contou com presença de público e transmissão ao vivo pelo canal de YouTube da Sala Cecília Meireles e TV ALERJ.
A Sala Cecília Meireles segue os Protocolos de Segurança Sanitária da FUNARJ.

A imagem é uma foto de Juliana Steinbach.


Sala Cecília Meireles/FUNARJHomenagem a Nelson Freire

@salaceciliameireles 
Rua da Lapa, 47 - Centro, Rio de Janeiro - RJ, 20021-170
Nelson Freire

Juliana Steinbach realiza concertos  em tributo a Nelson Freire

 A seguir, matéria publicada originalmente por Joel Cavalcanti na edição impressa do Jornal paraibano "A UNIÃO" de 28 de novembro de 2021
Steinbach chegou a trocar partituras e dividir o piano, tocando a quatro mãos em concertos com Freire

Steinbach chegou a trocar partituras e dividir o piano, tocando a quatro mãos em concertos com Freire


Nos últimos sete anos de vida de Nelson Freire, um dos maiores pianistas de todos os tempos – morto no início deste mês, a amizade com a pianista paraibana Juliana Steinbach havia se estreitado bastante. Eles trocavam partituras, dividiam o piano tocando a quatro mãos em concertos dentro e fora do país e faziam parte do vínculo familiar um do outro. Radicada na França, hoje ela começa uma turnê pelo Sudeste, em que todas as notas serão em homenagens ao gênio da música, conhecido por seu virtuosismo e pela sua sensibilidade poética.

Iniciando na Sala São Paulo, na capital paulista, Juliana se apresenta às 18h acompanhada do quarteto Osesp, com peças franco-brasileiras e alemãs no repertório. Depois ela ainda segue, no dia 4, para a Sala Cecília Meirelles, no Rio, local da última apresentação de Nelson Freire. Com a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais e a presença de parentes do mineiro de Boa Esperança, a pessoense tocou o concerto de Saint-Saëns, nos dias 9 (com transmissão pelo YouTube da orquestra) e 10 de dezembro. A temporada se encerra no dia 29 de dezembro com o concerto ‘O Imperador de Beethoven’, no Instituto Baía dos Vermelhos, em Ilhabela (SP), onde ambos se apresentaram tantas vezes.

O primeiro encontro de Juliana Steinbach com Nelson Freire aconteceu em 1999, em Buenos Aires, em um episódio insólito para a pianista. Ela havia sido furtada nos bastidores do Teatro Colón e ficou sem os passaportes brasileiro e francês. Nelson usou, então, de sua influência e, com apenas uma ligação para o embaixador, providenciou para o dia seguinte os novos documentos para a jovem de 20 anos. Decorridos 15 anos desse encontro, eles começaram a desenvolver a amizade que marcaria a trajetória afetiva e profissional de ambos. “Foi uma amizade baseada na música, inicialmente, e com a grande chance que eu tive de acompanhar os últimos sete anos de auge da carreira dele. Foi um período que ele atingiu um nível excepcional e histórico do piano internacional”, destaca a paraibana.

A conexão se dava apesar da diferença de 35 anos de idade que separava os dois. Todas às vezes que Nelson se apresentava na França, após os concertos, ou quando Juliana vinha ao Brasil, eles se visitavam. Costumavam comparar os repertórios e sugerir composições. Nelson sempre levava consigo partituras de música brasileira para que a Juliana pudesse aprender com o mestre. “Foi um privilégio ter um diálogo musical com um gigante como Nelson Freire”, diz ela sobre um dos cinco maiores intérpretes de Beethoven, Chopin e Mozart do século.

A relação saltou dos pianos para se tornar familiar. Nelson acompanhou o nascimento da filha de Juliana, hoje com 4 anos. A menina recebeu o nome de Olympe Guiomar, em uma homenagem a Guiomar Novaes (1894-1979), pianista brasileira muito admirada por Nelson. “Ele incluiu a gente também muito naturalmente na vida familiar dele. Nelson queria que fôssemos um ciclo muito próximo da vida dele”, revela. A amizade entre os dois suplantava a figura que Juliana tinha de Nelson como de um tutor, ou de padrinho, como se refere a ele. “A vida de um pianista internacional é muito solitária. Quando você encontra pessoas com quem você possa dialogar de um jeito muito simples, com quem você possa ser quem você é, é realmente um presente”, considera ela. Eles também realizavam programas a quatro mãos, quando os dois pianistas dividem o instrumento ao mesmo tempo. “Isso foi realmente um privilégio, porque o Nelson Freire só tocava em duo com a Martha Argerich. Esse foi um imenso sinal de confiança comigo”, conta Juliana sobre a pianista argentina e grande amiga de Nelson.

Os pianistas chegaram a dividir alguns recitais no Brasil, em Ilhabela (SP), e em um festival criado por Juliana, na Borgonha, centro-leste da França. Foi durante a apresentação no Litoral Norte do Estado de São Paulo que Juliana teve mais uma demonstração da generosidade de Nelson Freire. O músico costumava tocar durante o bis a peça ‘Melodia’, da ópera ‘Orfeu e Eurídice’, de Christoph Willibald Gluck e Giovanni Sgambati, tal qual fazia Guiomar Novaes, a quem ele sempre homenageou. Mas, naquela noite, Nelson não tocou a sua música como de costume. “Eu fui vê-lo no camarim, e perguntei porque ele não havia tocado Gluck. Ele me respondeu: ‘Deixei para você’”, lembra ela. Na sua apresentação no Rio de Janeiro, Juliana manterá a tradição de Nelson Freire e tocará ‘Orfeu e Eurídice’. “Esse será meu código secreto de admiração e carinho entre as gerações de pianistas brasileiros”, confidencia.

Os últimos dois anos de Nelson Freire foram de bastante dificuldades. O maestro sofreu um acidente enquanto caminhava pela calçada da praia, no Rio de Janeiro, em outubro de 2019, e quebrou o ombro. Esse evento viria a ser decisivo na vida dele, que não conseguiu recuperar plenamente as suas capacidades pianísticas. Os meses que antecederam sua morte foram de grande sofrimento e de isolamento acentuado causado pela pandemia. Um afastamento longo demais para quem amava o piano acima de tudo. “A gente continuou se falando por telefone, mensagens, e-mails, mas pouco a pouco ele foi se isolando cada vez mais. Nas últimas semanas eu quase não tive mais contato com ele. Um músico como Nelson Freire vive na música. A música é a sua vida inteira. Existem poucas alegrias e realizações fora disso. Claramente, isso afetou de maneira vital o cotidiano dele nos últimos meses”.



Pianista Juliana Steinbach relembra Nelson Freire
publicado por Jorge Coli* na sua coluna da 
Revista CONCERTO 22/11/2021

Nelson veio duas vezes ao Festival de Musique em Charolais-Brionnais que eu organizo. Apaixonou-se pelo lugar, que lhe lembrava Minas Gerais.

A pianista franco-brasileira Juliana Steinbach, amiga próxima de Nelson Freire, falou um pouco para mim sobre a amizade de ambos.

“Nosso primeiro encontro foi em 1999, com Nelson e Martha (Argerich), no Teatro Colón. Eu me sentia intimidada diante daqueles gigantes do piano. Depois, o tempo passou. Só em 2014, quando eu já desenvolvia minha carreira de concertista, fui vê-lo em seu camarote depois de um recital que ele dera na sala Pleyel. Nossa amizade começou então de um jeito muito natural: parecia que sempre tínhamos nos conhecido. Muito caloroso, Nelson me deu um lugar em sua vida. Ele estava num apogeu musical: foi um privilégio para mim acompanhar de perto esse período. Tinha um repertório muito variado, e cada vez que realizava um concerto ou recital, me convidava, jantávamos juntos. Passei a frequentar a casa dele. Nossa amizade foi muito forte e de grande familiaridade, visitas, almoços, jantares, em Paris, no Rio, na casa de meus pais, em Lyon: ouvir e falar de música, ver filmes. Ele acompanhou o nascimento de minha filha, Olympe Guiomar, que tem seu nome em homenagem a Guiomar Novaes, por causa da admiração de Nelson pela grande pianista.

Você sabe que eu fui criada na França. Nelson me reconheceu como intérprete, pianista, brasileira. Fazia questão de falar português e me tratar como artista brasileira. Eu me sentia ouvida, reconhecida, como intérprete. Foi como um padrinho.

Ele me sugeria obras do repertório brasileiro, mesmo que não tivesse tocado, mas que queria que eu tocasse. Tocar com ele, nos mesmos recitais, foi um processo muito natural. Nelson era pleno de música. Era uma lição sem palavras tocar com ele a quatro mãos. Tinha um incrível balanço entre autoridade e ternura, que vinha da música. Queria um respeito absoluto do texto, mas não no sentido musicológico: era antes intuitivo. Grandíssima intuição e análise não verbalizada. Grande humildade na frente do texto, como se fosse ainda um estudante. Tocamos Mozart, Grieg, Ravel Brahms e Villa-Lobos a quatro mãos. Foi incrível tocar Villa-Lobos com ele. Tinha uma energia vital, sentindo a inspiração popular de Villa-Lobos. Balanço entre um sentido rítmico agudo e uma grande liberdade. Nelson era de balança, como signo astrológico: temperamental e doce. No recital de Ilhabela – você estava lá – ele tocou na primeira parte e generosamente me cedeu a segunda. Não tocou o Gluck em bis, como sempre fazia, mas me deu a partitura e disse: deixei para você!

Não foi meu professor, pois nos conhecemos quando já estava formada. Mas, depois de me ouvir na Sala Cecília Meireles, convidou-me para sua casa, pôs um disco da Guiomar Novaes com o mesmo repertório, e ficamos ouvindo. Foi um legado, senti que estava comunicando sugestões para mim. Guiomar, Nelson e eu somos muito diferentes do ponto de vista musical, mas havia comunicação por meio de admiração e carinho. Você foi o primeiro, aliás, que me associou a Guiomar Novaes com seu artigo na Folha, quando eu dei meu recital do prêmio na Cité de la Musique em Paris.

Nós tínhamos acertado fazer, juntos, uma grande turnê pelo Brasil, nos teatros históricos – Manaus, Belém, João Pessoa, Recife e outros. O final seria com um concerto com orquestra em São Paulo: foi pouco antes do acidente que afetou seu ombro, e infelizmente isso não ocorreu.

Nelson tinha uma cultura musical gigante, e sabia muito mais do que eu. Por vezes me perguntava: como você toca tal passagem, tal dedilhado? E me ensinava, com muita humildade. Era muito livre. Martha é muito afetuosa, mas tem muita gente em volta de si. Nelson era mais solitário. E nossas conversas, sobre Beethoven ou Brahms, por exemplo, eram de pianistas que têm repertório comum. Ele me trazia partituras do Brasil, e sugeria obras que passaram de moda, mas que eram populares no tempo de Guiomar Novaes. Perguntava: não quer fazer um revival? Obras raras, como o concerto de MacDowell. E coisas brasileiras: as valsas de Gnatalli, que ele dizia ravelianas. E o Concerto nº 2 de Saint-Saëns, que vou tocar em dezembro com a Filarmônica de Minas Gerais. Quando minha filha nasceu, ele me trouxe uma gravação dele próprio desse concerto, e disse para eu aprender essa obra. Você imagina a minha alegria em tocá-la agora, com a mesma idade que ele tinha quando gravou o disco.”

Juliana Steinbach apresenta-se no dia 28, em recital na Sala São Paulo com o Quarteto Osesp; veja mais informações aqui.

*Jorge Coli é professor de História da Arte e da Cultura na Unicamp e colunista da Revista CONCERTO.

Leia também, por Jorge Coli:
Juliana Steinbach (piano) e o Quarteto Osesp (Emmanuele Baldini, Davi Graton, Peter Pas e Rodrigo Andrade)
Domingo, dia 28 de novembro, 18 horas: concerto de câmera na Sala São Paulo. 


UMA PARAIBANA EM PARIS

A franco-brasileira Juliana Steinbach nasceu em João Pessoa, na Paraíba, nordeste do Brasil. Mas aos três anos de idade foi morar em Lyon, na França, onde começou seus estudos musicais com a professora Paule Delorme. Foi aluna dos conservatórios de Lyon (CNR) e de Paris (CNSM), da Academia Pianística de Ímola, na Itália, bem como de residências artísticas em Tel Aviv, Israel, e do Centro de Artes de Belgais, em Portugal. Em maio de 2007, formou-se na Juilliard School, em Nova York. Juliana Steinbach foi solista das sinfônicas de Toulon (França), Savary (Hungria), Mav de Budapeste (Hungria), Rishon Le Zion (Israel), da Paraíba, a Sinfônica e Lírica de Paris, a Filarmônica de Nice e as orquestras de Colonne de Paris, do Conservatório de Paris e a Rundfunk Blasorchester Leipzig (Alemanha). Em 2017, publicou seu disco mais recente, Pictures, com obras de Liszt, Debussy e Mussorgsky.
Mora atualmente em Paris e participa de grandes eventos musicais em várias partes do mundo.


Série Sala Digital PROGRAMA: Heitor Villa-Lobos(1887-1959) - Valsa da Dor Frédéric Chopin (1810-1849) - Mazurka, op. 17, nº 4 - Barcarolle em Fá sustenido maior, op. 60 Erika Ribeiro, piano Franz Schubert (1797-1828) Fantasia Wanderer em Dó maior, opus 15, D.760 Pablo Rossi,piano Heitor Villa-Lobos(1887-1959) - Rudepoema Mozart Camargo Guarnieri (1907-1993) Toccata Lucas Thomazinho, piano Christoph Glück (1714-1787) - Dança dos espíritos abençoados Robert Schumann (1810-1856) Fantasia op. 17 I - Durchaus phantastisch und liedenschaftlich vorzutragen Heitor Villa-Lobos(1887-1959) - Festa no Sertão Juliana Steinbach, piano Governo do Estado do Rio de Janeiro Governador Cláudio Bomfim de Castro e Silva Secretária de Cultura e Economia Criativa Danielle Barros Presidente da FUNARJ José Roberto Gifford Diretor da Sala Cecília Meireles João Guilherme Ripper Sala Cecília Meireles Chefe da Divisão Artística Mônica Diniz Chefe da Divisão Administrativa Silvio César M. Santos Coordenador Técnico Sérgio Santos Administração de Processos Luana Heitor Assistente Administrativo Fernando Ferreira Assessoria de Projetos Educativos Andreia Severo Produção Isabel Zagury Assessoria de Imprensa Marcus Veras | Coringa Comunicação Assessoria de Redes Sociais e Desenvolvimento de Conteúdo Júlia Rónai Comunicação Visual Marcio de Andrade Fotografia Vitor Jorge Setor Operacional Valdeci da Silva Palco Paulo Sérgio Duarte Marcos Aurélio Reis José Ramos Filho André Luiz de Souza Iluminação Paulo Sérgio Duarte André Luiz de Souza Bilheteria Alberto Carlos de Oliveira Janete Nogueira Monique Gonçalves Serafim Portaria José Elias de Albuquerque Gilberto Figueiredo Daniel Pereira Ilson Fernandes Luiz Fernando Xavier Sadraque Máximo Camarins Ademaise Damasceno Rogéria Silva Marques Apoio Administrativo Alba Almina de Azevedo Negócios e Relações Institucionais Ártemis Priscilla Cadette Letícia Santos Associação dos Amigos da Sala Cecília Meireles Presidente Wilton Queiroz de Araujo Vice-Presidente Nelson de Franco Primeiro Tesoureiro Eduardo Jardim Freire Conselho Deliberativo Angela Martins de Souza Simone Pinto M. de Oliveira Conselho Fiscal José Gustavo Feres Relacionamento com Associados Nathália Soares Márcia Ibraim ALERJ Presidente André Ceciliano TV ALERJ Direção TV Alerj Luciano Silva Técnico Responsável Marcelo de Freitas Diretor de TV Anderson Silva Assistente Técnico de Sistema Jorge Gabriel Alberto Ribeiro Assistente Técnico Leandro Sant'Anna Tecnologia da Informação João Vitor Mendonça Washington Siqueira Jonatha Moreno Operador de Áudio Daniel Silva Lopes Operadores de Câmera Alexandre Coppe Elton Moura Ricardo Domingos Gabriel Torraca Paulo Cardozo José Carlos Diego Campanhã Auxiliares de Câmera Matheus Almeida Vinicius Siqueira Marcos Olympio Genésio Gonçalo Fernando Pinheiro Junior Barbosa Operadoras de Caracteres Selma Regina Julia Rodrigues Vanessa Duarte

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

VACINA E IMPEACHMENT JÁ!

VIVA O CONHECIMENTO
VIVA A VACINA BRASILEIRA!
VIVA O BUTANTAN! 

"Andar com fé eu vou, que a fé não costuma faiá..."
Quem se vacinar não vai virar jacaré...
Mas quem não se vacinar continuará sendo um burro idiota!

    Em breve, teremos a proteção necessária contra COVID (a CoronaVac do Butantan/Sinovac já está prontinha, à espera para ser usada)... teremos vacinas produzidas no Brasil, graças aos cientistas, graças a Deus! Assisti à coletiva de imprensa e fiquei convencido e satisfeito com o que foi apresentado; fiquei emocionado... fiquei feliz! 

    Eu já estou pronto, tomo até com injeção na testa. O Butantan já me salvou de veneno de cobra... vai me salvar desse vírus também! Enquanto aguardo a minha vez, isolado totalmente na "caverna", observo feliz a vacinação dos meus conterrâneos, principalmente dos heróicos profissionais DA LINHA DE FRENTE que cuidam e transportam os doentes de COVID-19 (estou na 2ª fase da vacinação dos grupos prioritários: pessoas de 60 a 74 anos, ainda vai demorar um pouco para chegar a minha vez). Mas se aguentei esperar até agora (isolado desde março de 2020), aguardarei tranquilamente mais uns meses - sempre de olho para denunciar cabra safado fura-fila...

    Mas urge a aplicação também de um "vermífugo" chamado Impeachment para livrarmos o Brasil dos vermes malditos que o estão destruindo.


ESTAMOS DE OLHO NA VACINAÇÃO EM JAMPA:

Governo da Paraíba começa cadastro para vacinação contra Covid-19 pela internet
Plataforma, chamada de “Vacina PB”, tem a finalidade de notificar as pessoas quando a imunização para o grupo em que elas se enquadram tiver início.


INFORMATIVOS REFERENTES A VACINAÇÃO COVID-19





Abaixo, nota da SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNOLOGIA sobre a eficácia das vacinas para a COVID-19 
13 de janeiro de 2021

"A Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI) acompanhou e analisou cuidadosamente os resultados do estudo clínico da vacina do Instituto Butantan, divulgados no dia de ontem (12.01.2021), da mesma forma como analisou cuidadosamente os dados de TODOS os estudos de TODAS as vacinas que foram divulgados – tanto resultados interinos como publicados na literatura científica. 

    A primeira observação importante que realizamos é que cada estudo teve critérios DIFERENTES para categorizar o que foi considerado “caso de COVID-19”. Portanto, o cálculo da eficácia GLOBAL de cada um não é diretamente comparável. Por exemplo, no estudo da Moderna, foi considerado caso “dois sintomas de um grupo formado por febre, arrepios, dor no corpo, dor de cabeça, dor de garganta, perda de olfato ou paladar” com diagnóstico viral confirmado; ou um sintoma grave como falta de ar, tosse, diagnóstico radiológico. Ou seja, dois sintomas leves OU um sintoma grave. No estudo da Astra-Zeneca (Vacina Oxford), foi considerado caso que apresentava um sintoma do grupo formado por febre, tosse, falta de ar, perda de olfato ou paladar; ou seja, a maioria sintomas leves, mas um grave (falta de ar). No estudo do Instituto Butantan, foram considerados casos qualquer um dos sintomas leves, mais sintomas não incluídos por outros estudos: náusea, vômito e diarreia. Em consequência, este estudo abriu margem para detecção de mais casos por diagnóstico molecular, que nos demais estudos provavelmente não foram detectados – por não serem considerados sintomáticos. Além disso, este estudo focou nos graus de gravidade da doença sugeridos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), uma abordagem diferente dos demais já divulgados. 

    Por que cada estudo fez um cálculo diferente? Embora isso não pareça fazer sentido, estamos vivendo um momento histórico em que nunca houve tantas vacinas diferentes ao mesmo tempo para uma mesma doença. Não existe padronização mundial para estudos de fase III – embora a Food and Drug Administration (FDA) recomende isso. A SBI endossa fortemente essa recomendação. Os números totais dos estudos da vacina Oxford e da vacina do Instituto Butantan, ambas importantes para imunizar no Brasil, são muito semelhantes. Uma diferença importante dos dois estudos, além da tecnologia vacinal, e dos sintomas usados para classificar casos, foi que a Oxford foi testada na população geral, e a do Instituto Butantan em profissionais de saúde atendendo pacientes de COVID-19. A taxa de incidência de casos da doença no grupo placebo do Instituto Butantan é praticamente o dobro do que se observa no grupo placebo da Vacina Oxford, sendo que o número total de casos graves, nos dois estudos, também foi comparável. A busca de vacinas para a COVID-19 foca, no momento, em controle de sintomas. 

    Com o tempo, poderemos focar na busca de imunidade que proteja da infecção. Nenhum dos estudos atuais está medindo isso, mas certamente essa preocupação virá logo depois de controlar a doença e reduzir as hospitalizações. A vacina do Instituto Butantan diminui 50% a chance de qualquer pessoa ter qualquer sintoma leve, e 78% de mais sintomas. Não houve vacinados internados. Isso é um resultado muito bom, como é o da vacina Oxford. 

    Para obter imunidade de rebanho, que só é possível com vacinação, é importante que vacinemos o maior número possível de pessoas, o mais rapidamente. Eficácia de 50% é um número considerado mínimo na população, pois reduziria o risco de doença em 50% se vacinássemos 100% das pessoas, lembrando que não sabemos atualmente o real risco – só saberemos quando tivermos testagem ampla. O que o estudo do Instituto Butantan nos diz é que houve redução em 50% de qualquer sintoma na população de profissionais da saúde; e a da Oxford, 62% em toda a população. 

Sendo assim, devemos concentrar nossos esforços agora na conscientização e na vacinação em massa, para proteger a população da doença." 

13 de janeiro de 2021 
 

Participe da divulgação da campanha de vacinação:

DENUNCIE DESVIOS DA VACINA
Saiba como denunciar desvio de vacinas contra à covid-19 

    Se você presenciou ou recebeu informações de fontes confiáveis sobre casos de desvio de vacinas contra a covid-19, você está diante de uma possível prática de crime e pode denunciar ao Ministério Público por canais virtuais de atendimento. 

    Para enviar denúncias ao Ministério Público Federal (MPF) é simples: no celular, é só baixar o aplicativo MPF Serviços e enviar as informações e provas disponíveis. Pelo site www.mpf.mp.br/mpfservicos também é possível enviar representações. O telefone da Sala de Atendimento ao Cidadão é o (83) 9 9108-0933 (atendimento das 8h às 15h).

    As promotorias de Justiça do Ministério Público da Paraíba também podem ser acionadas. 

Grupos prioritários 

    Nesse primeiro momento, em que as doses são insuficientes para atender a todos, a prioridade é vacinar profissionais de saúde da linha de frente do combate ao coronavírus, além de indígenas que vivem em aldeias, bem como idosos e pessoas com deficiência que vivem em instituições de acolhimento. 

Crime e improbidade 
    
    A aplicação da vacina em qualquer pessoa fora desses critérios, nesse momento, é irregular e pode gerar apuração nos âmbitos da improbidade administrativa e penal, dentro da esfera de atribuição de cada ramo do Ministério Público. Ao desviar um bem público que tem destinação pré-definida, o responsável pelo desvio desrespeita os princípios constitucionais da impessoalidade, da moralidade e da lealdade às instituições, podendo ser punido não só criminalmente, mas também com a obrigação de ressarcir todo o valor correspondente às vacinas desviadas; pode perder a função pública se for servidor ou agente público e ser condenado a pagar multa no valor de até 100 vezes o valor do salário que recebe. O desvio de vacinas, por qualquer agente público, para finalidades não previstas pelas autoridades sanitárias pode configurar crime de peculato (apropriação, por funcionário público, de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio). A pena máxima pode chegar a 12 anos de prisão e multa.

Vacinação contra a Covid: como saber se a dose foi aplicada? Posso filmar? 
Após denúncias de fraude, G1 conversou com especialistas para entender o que esperar no dia da vacina - desde uso de luvas pelo profissional até o funcionamento das seringas.
(Por Lara Pinheiro e Paula Paiva Paulo, G1. 18/02/2021)

Leia a reportagem de ELIANE BRUM no "EL PAÍS"

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sexta-feira, 1 de novembro de 2019

O BURRO VELHO GRITANTE E OS BURRICOS FALANTES

Tempos surreais, onde peixe é inteligente, burro vira presidente e elege tropa de burrico demente.


Então vou mostrar aqui umas pinturas que fiz à época daquele outro cretino presidente, que dizia gostar mais do cheiro de cavalos que do cheiro de nossa gente (1 e 2).



1 - Bruno Steinbach. "João Burro" (Catálogo 33).
Óleo/tela, 110x65 cm, 1980, João Pessoa, Paraíba, Brasil.
Coleção: Garibaldi Dantas Filho, João Pessoa, Paraíba, Brasil.

2 - Bruno Steinbach. "Made in Brazil" (Catálogo 46). 
Óleo/tela, 60x70 cm, 1981, João Pessoa, Paraíba, Brasil. 
Coleção: Garibaldi Dantas Filho, João Pessoa, Paraíba, Brasil.

Esta abaixo é mais recente, encomendada por um querido parente, talvez incorporando um vidente, pintei acaloradamente!

Bruno Steinbach. "Brasília em Chamas" (catálogo 514)
Painel em acrílica/tela, medindo 150 x 250 cm.
13 de outubro de 2014. Parahyba, Brasil.
Encomenda de Inaldo Leitão. Brasília - DF

Que a honradez e a valentia do nosso povo, do brasileiro comum, trabalhador e desbravador - aqui representado na belíssima escultura "Os Guerreiros", mais conhecida como Os Candangos, de Bruno Giorgi - consigam reconstruir essa Nação, que, mesmo estando em chamas, conta com a esperança da Phoenix e das Asas Brancas, apoiada pelo braço justo e forte da Themis.
As chamas são para acabar com as pragas e para afastar as novas que lá pretendam se instalar, iluminando a cena para a Themis sair da escuridão...


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Está nas mãos do STF impedir o salto final no abismo do estado de exceção. Ou segura Bolsonaro agora, ou será muito tarde (Luis Nassif).

Se fizer jornalismo, a Globo conseguirá ressuscitar a denúncia (Luis Nassif). O novo sistema de interfone do condomínio Vivendas da Barra é da Intelbras: faz ligações diretas para celulares e fixos...
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A investigação sobre os Bolsonaros e a narco-República a caminho. O momento de impedir essa escalada rumo à narcorepública é agora. Qualquer recuo tornará irreversível essa tragédia por Luis Nassif).

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E como votei e votarei em Ciro Gomes, acho que vale a pena assistir a esses vídeos que reproduzo abaixo:







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