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domingo, 13 de outubro de 2024

LALA

 

RETRATO DE LALA

"Retrato de Lala"

-Alaíde Maria Fernandes Fonsêca

(Catálogo opus 108),

Óleo/papel cançon, 66 x 48 cm, 1987,

Camboinha , Cabedelo, Paraíba, Brasil.

Acervo do Artista.


Pintei esse seu retrato em 1987, quando morávamos juntos. Seria a matriz para uma série de serigrafias.

Um grande amor, uma maravilhosa mulher; inteligente, valente, sincera e linda! Tão fenomenal que Deus, impaciente, a levou cedo demais...

Por causa de um câncer de mama, Lala encantou-se para virar estrela.

Um dia, conversando sobre a "loucura" (aquela "loucura" que as pessoas caretas rotulam os malucos beleza, ela me falou:

- "Há a loucura positiva e a negativa. A primeira é quando insistimos em sermos inocentes, crianças,  diferentes da normalidade, acreditando em Anjos e em nossos sonhos. A segunda é quando queremos ser normais e hipócritas."


Também pintei inúmeras obras tendo a belíssima Lala como modelo. Além de linda, ela tinha o dom de ser uma excelente modelo. 

Uma musa fantástica!

A pintura abaixo eu realizei em 2004, uma pequena homenagem póstuma para essa fenomenal mulher - subindo ao céu de onde ilumina seus entes queridos. 

Grande Lala, que Deus a tenha em ótimo lugar!

Lala". Óleo/tela, 100x80 cm, 2004,
João Pessoa, Paraíba, Brasil.
Acervo do Artista.


sábado, 27 de julho de 2019

MÁRCIA STEINBACH SILVA KAPLAN - A GUERREIRA SERTANEJA SE ENCANTOU

Minha irmã se encantou e foi ocupar um lugar no céu como a estrela que sempre foi.
* 30/11/1941 em Pombal - PB
+ 10/07/2019 em João Pessoa - PB


Retrato de Márcia Steinbach Silva Kaplan (opus 552).
Bruno Steinbach Silva: Infogravura, 25 julho 2019.
Impressão em canvas, 100 x 80 cm.

Coleção: Ana Elvira Steinbach Torres, USA.

"Márcia Steinbach Silva Kaplan é sinônimo de amor, paixão, generosidade, conhecimento, coragem, inteligência, beleza, alegria, cultura, bondade, justiça, amizade. Deixou um legado diferenciado, de inestimável valor humano para todos que tiveram o privilégio de conhecê-la, sementes que vão florescer e gerar frutos por muitas gerações."
( Isabella Campos Perazzo)

HOMENAGENS PÓSTUMAS

Márcia Kaplan, no seu sétimo dia


"Márcia Kaplan, já por duas vezes, teve sétimo dia: o primeiro, em vida, depois de ter nascido; o segundo, depois de ter morrido, ocasião na qual publico esta crônica em sua homenagem. Mulher esplêndida como uma flor de mandacaru; de alva à rubra, avermelhou -se de tanto sangue a aumentar-lhe a pressão, até morrer do coração. Bela, como uma flor de cardeiro, como o matuto chama a do mandacaru. Dizem as abelhas que nela há doçura de mel. Lamento que, no mandacaru, essa flor dure apenas uma noite, contudo defendia-se com espinhos contra quem tentasse arrancá-la das suas origens. Mas, diferente dos espinhos, a flor sabe sorrir, a agradar qualquer perdão. Diziam que ela era sensível, porque, do palco à cozinha, tinha adquirido afabilidade da música do companheiro, compositor Maestro Kaplan.

Pedra dos “Stein” (bach), Márcia continua polida, mais afável do que nunca. A lhaneza do trato, que tinha em vida, acentuou-se depois da morte. Morreu!? Sente-se um querente desejo de que ela não tenha morrido. Essa crescente vontade junta-se à fé, força de levantar Lázaro do túmulo, ressuscitando-o, de corpo e alma, para voltar a ser como antes entre nós, e melhor, uma flor de cardeiro sem espinhos, ou, se com espinhos, no céu, os espinhos não furam, porque ninguém desrespeita os jardins dos semiáridos paradisíacos. E, sobretudo, porque, naquela perfeita república, a cidade é, como diz Santo Agostinho, uma cidade de Deus, contrapondo-se à cidade dos homens. Nessa nova cidadania, Márcia não sofrerá constrangimentos como estamos a padecer, neste país de absurdos e de desatinos políticos. Neste sentido, reitero aos amigos e às amigas a consolação dita por seu irmão Bruno: “Ela precisava descansar!” Partiu, deixando sua jovialidade com o filho João, e sua beleza, com a esplendorosa filha Ana Elvira. Bem é assim a vida na família das cactáceas.

Espontânea! Adorava nos contar proezas e tiradas do seu pai Doutor Isaías Silva: de que jeito foi educada e como deveria ser “bem-educada”, mesmo em ocasiões adversas ou, se necessário, metamorfosear-se de flor a espinho. Márcia era assim, alegre presença onde estivesse, não era uma designação comum no universo das nossas amizades. Escrevo porque sei que ela está lendo, pois nunca deixou de comentar minhas crônicas e elogiá-las acima do merecimento do modesto cronista e sem temer o que chamava de “crítica invejosa”. Sabia como ninguém o trajeto dos meus trabalhos, das minhas prestações de serviço, a estimular-me: “Por onde você passou, realizou e deu certo!” Acreditava no que ouvia porque ela era sincera e amiga. Admirava seu espírito de luta, sorrindo com doçura, mas pronta para a briga; se sozinha, marchava com a coragem de um batalhão; se perdesse a batalha, chorava contra nossas fraquezas ou pela possibilidade de novamente lutar. No combate, na derrota ou na vitória, Márcia era fenomenal.

Sempre tive curiosidade de saber seu quotidiano. Encantava-me o relato das suas coisas surpreendentes, sobretudo quando narradas por ela própria. Saberemos como isso prosseguir, pois Márcia imprimiu sua memória e sempre será fácil seu retorno. Nesse sétimo dia, por decisão própria, queimada, já se igualou à vontade de Kaplan, no crematório. Cumpriu literalmente o “memento, homo, quia pulvis es et in pulverem reverteris”, o que os anjos traduzem: “lembra-te, homem, que és pó e em pó hás de tornar”. Com certeza, suas amigas e seus amigos, em procissão com a família, semearão esse seu pó para que, juntado ao de Kaplan, na terra universitária onde ensinaram, fertilize duas belas e humanas árvores a propiciarem-nos sombra, a alimentarem-nos com seus bem-aventurados frutos. Todas as vezes que passarmos por aquele bosque, sentiremos a sensação agradável da fragrância dessa flor e desse casal amigo. Convém lembrar, no Diálogos dos Mortos, Fontenelle: “É verdade que não se pode encontrar a pedra filosofal, mas é bom que a busquem”.
(Damião Ramos Cavalcanti)



sexta-feira, 7 de junho de 2019

IRENE DIAS CAVALCANTI

Nós somos fãs recíprocos. Escreveu um lindo depoimento para o catálogo da exposição retrospectiva "Steinbach - 30 Anos de Pintura", realizada em 2004, no Casarão 34, Funjope, Prefeitura Municipal de João Pessoa.


Pintei o seu retrato em 2003, que depois foi exposto na exposição "Mulheres em Evidência", em 2008.
Ela não usa internet - apesar da minha insistência - e nem quer ser "imortal acadêmica". Nem precisa.
Sou seu fã incondicional e amigo, então ousei fazer uns "posts" no blog - já que ela não usa redes sociais nem quer ter "sítios" na internet.


Bruno Steinbach. "Irene Dias Cavalcanti". 
Óleo / tela, 100 x 80 cm, 2003, João Pessoa, Paraíba, Brasil.
Coleção Particular.
Ícone feminino da literatura erótica nos anos 70, a poetisa, romancista, jornalista e advogada Irene Dias Cavalcanti nasceu no Rio Grande do Norte, mas passou a infância em Campina Grande, mudando-se depois para João Pessoa, onde vive. 

“A crítica achou que eu era ousada e denegriu minha imagem através de minha obra, que foi considerada "indecente”, relembra a poetisa potiguar que debutou na literatura assim que se mudou de Campina Grande, cidade de sua infância, para João Pessoa, seu “paraíso” - desabafa Irene.

“Não rejeito o fato de ter nascido no Rio Grande do Norte, mas também não nego que se tivesse que escolher teria nascido aqui”, diz a escritora no sofá de sua biblioteca particular, no bairro de Cabo Branco.


O MÉDICO E A NOVIÇA, romance de Irene Dias Cavalcanti

GRATA E HONROSA SURPRESA!
Lendo o recente romance da minha amiga Irene Dias Cavalcanti, ontem à tardinha, sou surpreendido no meio de um parágrafo, em que a escritora narra o infortúnio de uma família do cariri paraibano, vítima da perseguição de um "coronel", quando então inclui o meu nome na narrativa.
Emocionado e orgulhoso, não poderia deixar de agradecer e compartilhar com vocês. Afinal, não é todo dia que se vê o próprio nome na narrativa de um romance de Irene Dias Cavalcanti...
"Onde estaria a moça? Vejam o alvoroço, a procura, lágrimas da mãe, o pai desatinado, os irmãos chamando a irmã...Teria enlouquecido, jogado-se no barreiro próximo?Correm até lá, procuram, nenhum sinal... Talvez esteja na estrada, seguem esperançosos, não podem continuar ali, a comida acabando, o dinheiro não pode gastar, vai servir para a viagem. A procissão na paisagem, o caçula cansa, vai nos braços do pai, bate no rosto o sol escaldante, os pertences nas costas da mulher, o matulão pesa, Joana ajuda. A passeata do infortúnio olha um lado e outro procurando Denise, onde ela se meteu? A dor estrangulando a alma, o retrato do sofrimento... Quem captaria a imagem devastadora? Quem, senão o grande Machado Bittencourt, aquele que fotografou os recantos mais marcantes do estado da Paraíba? Ou o notável artista plástico Bruno Steinbach com as cores de seu talento totalmente desligado de ambições materiais? Momentos desgastantes, a imagem definitiva não se apagará. Não se apagará a cena, permanecerá qual estátua de carne, sangue, espírito para lembrar o quanto a humanidade necessita humanizar-se." Trecho extraído do romance "O Médico e a Noviça", Irene Dias Cavalcanti, editado pela Editora Universitária/ UFPB. 


Lançamento em agradável noite de autógrafos na Academia Paraibana de Letras, em que a cultura louvou o amor e a ternura."

Bruno Steinbach e Irene Dias Cavalcanti, na noite de autógrafos na Academia Paraibana de Letras.

 Irene Dias Cavalcanti, na noite de autógrafos na Academia Paraibana de Letras.
31 de maio de 2012, João Pessoa, Paraíba, Brasil.

Seus livros:

  • Eu Mulher Mulher
  • Lirerótica
  • A Menina do velho Senhor( Já traduzido para o francês)
  • O amor do Reverendo
  • O Médico e a Noviça ( romance recentemente lançado na Academia Paraibana de Letras).

sexta-feira, 8 de março de 2019

MULHERES EM EVIDÊNCIA

VIVA A MULHER!
Há 11 anos, em 2008, realizei a convite do Governo do Estado da Paraíba a exposição Individual "Mulheres em Evidência - Uma homenagem à mulher", onde mostrei pinturas de retratos que fiz ao longo de minha trajetória artística de mulheres influentes e de destaque em diversos segmentos da sociedade paraibana; mulheres que conquistaram o seu lugar na sociedade, o seu respeito e o seu sucesso profissional. Aconteceu no Casarão dos Azulejos, sala Tomás Santa Roza, João Pessoa, Paraíba, Brasil. Organizada pelo Governo da Paraíba, através da Subsecretaria de Cultura, com produção cultural de Rosanna Chaves, em reverência ao chamado Mês da Mulher. A exposição fez parte do “Projeto Cultura no Centro”, que realizava anualmente eventos culturais no centro histórico da cidade. De 06 a 30 de março de 2008. 
Convencionou-se que o dia 08 de março é o dia internacional da Mulher; então, PARABÉNS!

O Casarão dos Azulejos: Foi muito bom, na homenagem feita para as mulheres do mundo, eu poder ver o sobrenome da minha mãe ocupando a fachada de um dos lugares mais respeitáveis da minha cidade.

Exposição bem prestigiada pela mídia...


Pintando o retrato da Desembargadora Fátima Bezerra, em performance no Casarão.



A MULHER E O ARTISTA

A Mulher sempre esteve presente na minha vida e na minha trajetória artística. E sempre estará. Retratei inúmeras mulheres no meu prazeroso ofício - umas profissionalmente, para poder ganhar o meu sustento - e outras por puro prazer.

Bruno Steinbach. "Anjo azul". 
Óleo/tela, 80 x 100 cm, 2007, João Pessoa, Paraíba, Brasil. 
Coleção: José William Chianca. João Pessoa, Paraíba, Brasil.

Sem qualquer intenção de reduzir o universo feminino ao mero aspecto físico, à sua beleza e ao seu forte poder erotógeno e sensual, também pintei vários nús, com muito prazer. As suas curvas, os seus volumes e as nuances tonais, as infinitas e belas possibilidades plásticas que suas formas possibilitam, com fantásticos jogos de chiaroscuro... Fenomenal!

Bruno Steinbach Silva. "Retrato de Lala". Óleo / papel cançon, 66 x 48 cm, 1987, Camboinha , Cabedelo, Paraíba, Brasil. Acervo do Artista. Morreu em 2001, vítima de câncer de mama). Uma mulher linda, fascinante, brilhante... Fenomenal! Tão maravilhosa que Deus não teve paciência de esperar que envelhecesse ... e a levou, muito antes da hora!

Bruno Steinbach. "Lala" . 
Óleo/tela, 100x80 cm, 2004, João Pessoa, Paraíba, Brasil. 
Acervo do Artista, João Pessoa, Paraíba, Brasil.

Bruno Steinbach. "Mulher dormindo" 
Óleo / tela, 100 x 120 cm, jun 2006, Brasília - DF. 
Coleção: Érica Chianca, Brasília - DF.



O mito de Pigmaleão reflete o quanto um desejo pode ser transformado em arte: Pigmaleão era devoto da deusa Venus, deusa da beleza, mãe de Cupido, o arqueiro do amor. Pigmaleão era um escultor e rei de Chipre que se apaixonou por uma estátua que esculpira ao tentar reproduzir a mulher ideal. Ele via tantos defeitos nas mulheres que começou a abominá-las. Na verdade ele havia decidido viver em celibato na Ilha por não concordar com a atitude libertina das mulheres dali, que haviam dado fama à mesma como lugar de cortesãs, e, por isso, resolveu ficar solteiro. Era escultor e a mais bela obra que construiu foi uma estátua de mulher. Vamos refletir: Por que Pigmaleão esculpiu justamente uma bela mulher se ele achava as mulheres insuportáveis?
Pigmaleão achava a sua escultura tão perfeita que se apaixonou por ela.
Solicitou aos deuses que a transformasse em mulher. Afrodite, a deusa do amor, ouviu o seu pedido e, compadecida, deu vida à estátua, chamando-a Galatea.
Que todos nós possamos sublimar cada vez mais, colocando nossas angústias, nossos incômodos e nossos desejos reprimidos a serviço da Arte...


Enfim, eis aqui a minha modesta contribuição para todos festejarmos alegremente este dia, marco de uma incrível história de lutas que essas criaturas maravilhosas travaram e que ainda enfrentam para conquistar definitivamente o seu merecido respeito entre os habitantes da Terra.


Bruno Steinbach."Sem Título" . Óleo/tela, 100x80 cm, 2004, João Pessoa, Paraíba, Brasil. Coleção: Dr. Antônio de Aracoelli Ramalho., João Pessoa-Pb. Catálogo 126.     Bruno Steinbach. "Sem Título" . Óleo/tela, 68x60 cm, 1984, João Pessoa, Paraíba, Brasil. Coleção: Walkíria Forte, João Pessoa-Pb. Catálogo 13.     Bruno Steinbach. "Sem Título". Óleo/tela, 68x60 cm, 1984, João Pessoa, Paraíba, Brasil. Catálogo 15. Coleção: Walkíria Forte, João Pessoa-Pb. Catálogo 14.          Bruno Steinbach. "Devaneio III". Óleo/duratex, 61 x 91 cm, 1999, Mossoró, Rio Grande do Norte, Brasil. Coleção particular. Catálogo 93.





sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

"Repouso"

Mais uma obra catalogada

Em época dificílima da minha vida, em 1990, um amigo foi pessoalmente me visitar na cadeia e me encomendou esta pintura. Dias depois, enviou-me de presente um lindo par de tênnis de couro branco, de marca famosa e caríssima (talvez tenha notado que os meus já estavam com "meia-sola" (rss).

Pronto, meu amigo: nossa pintura está devidamente catalogada para a posteridade!

*Espero não ter me enganado nas dimensões, pois nas suas anotações não constavam as medidas. Fiz pela memória.

Abraço e mais uma vez muito obrigado!

Bruno Steinbach Silva: "Repouso". 
Óleo/tela, 70 x 120 cm. 18 de janeiro de 1990. 
Presídio do Róger, João Pessoa, Paraíba, Brasil.
Coleção: Carlos Leitão (Fortaleza-CE).

quarta-feira, 8 de março de 2017

MULHER...



A Mulher sempre esteve presente na minha vida e na minha trajetória artística. E sempre estará. Para mim, todos os dias são dias das mulheres, pois a MULHER está presente como o meu tema de todos os dias... 
Retratei inúmeras mulheres no meu prazeroso ofício. Convidado pelo Governo da Paraíba, em 2008 realizei no Casarão dos Azulejos a exposição "Mulheres em Evidência", em comemoração ao mês da Mulher, onde mostrei retratos de mulheres que conquistaram o seu lugar na sociedade, o seu respeito e o seu sucesso profissional.
Sem qualquer intenção de reduzir o universo feminino ao mero aspecto físico, à sua beleza e ao seu forte poder erotógeno e sensual, também pintei vários nus, com muito prazer. As suas curvas, os seus volumes e as nuances tonais, as infinitas e belas possibilidades plásticas que suas formas possibilitam, com fantásticos jogos de chiaroscuro... Fenomenal!


Enfim, eis aqui a minha modesta contribuição para todos festejarmos alegremente este dia, marco de uma incrível história de lutas que essas criaturas maravilhosas travaram e que ainda enfrentam para conquistar definitivamente o seu merecido respeito entre os habitantes da Terra.

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terça-feira, 8 de março de 2016

FELIZ DIA DA MULHER!



Bruno Steinbach. "Anjo azul". 
Óleo/tela, 80 x 100 cm, 2007, João Pessoa, Paraíba, Brasil. 
Coleção: José William Chianca. João Pessoa, Paraíba, Brasil.

  
A Mulher sempre esteve presente na minha vida e na minha trajetória artística. E sempre estará. Retratei inúmeras mulheres no meu prazeroso ofício (em 2008 realizei a exposição "Mulheres em Evidência", em comemoração ao mês da Mulher, onde mostrei retratos de mulheres que conquistaram o seu lugar na sociedade, o seu respeito e o seu sucesso profissional). Sem qualquer intenção de reduzir o universo feminino ao mero aspecto físico, à sua beleza e ao seu forte poder erotógeno e sensual, pintei vários nús, com muito prazer. As suas curvas, os seus volumes e as nuances tonais, as infinitas e belas possibilidades plásticas que suas formas possibilitam, com fantásticos jogos de chiaroscuro... 
Fenomenal!
Enfim, eis aqui a minha modesta contribuição para todos festejarmos alegremente este dia, marco de uma incrível história de lutas que essas criaturas maravilhosas travaram e que ainda enfrentam para conquistar definitivamente o seu merecido respeito entre os habitantes da Terra (leia a nota no final).


Bruno Steinbach Silva. "Retrato de Lala". 
Óleo / papel cançon, 66 x 48 cm, 1987, Camboinha , Cabedelo, Paraíba, Brasil. 
Acervo do Artista. 
Morreu em 2001, vítima de câncer de mama). Uma mulher linda, fascinante, brilhante... Fenomenal! Tão maravilhosa que Deus não teve paciência de esperar que envelhecesse ... e a levou, muito antes da hora!



Bruno Steinbach. "Lala (in memoriam)" . 
Óleo/tela, 100x80 cm, 2004, João Pessoa, Paraíba, Brasil. 
Acervo do Artista, João Pessoa, Paraíba, Brasil.

Bruno Steinbach. "Mulher dormindo" 
Óleo / tela, 100 x 120 cm, jun 2006, Brasília - DF. 
Coleção: Érica Chianca, Brasília - DF.


O mito de Pigmaleão reflete o quanto um desejo pode ser transformado em arte: Pigmaleão era devoto da deusa Vênus, deusa da beleza, mãe de Cupido, o arqueiro do amor. Pigmaleão era um escultor e rei de Chipre que se apaixonou por uma estátua que esculpira ao tentar reproduzir a mulher ideal. Ele via tantos defeitos nas mulheres que começou a abominá-las. Na verdade ele havia decidido viver em celibato na Ilha por não concordar com a atitude libertina das mulheres dali, que haviam dado fama à mesma como lugar de cortesãs, e, por isso, resolveu ficar solteiro. Era escultor e a mais bela obra que construiu foi uma estátua de mulher. Vamos refletir: Por que Pigmaleão esculpiu justamente uma bela mulher se ele achava as mulheres insuportáveis?
Pigmaleão achava a sua escultura tão perfeita que se apaixonou por ela.

Solicitou aos deuses que a transformasse em mulher. Afrodite, a deusa do amor, ouviu o seu pedido e, compadecida, deu vida à estátua, chamando-a Galatea.
Que todos nós possamos sublimar cada vez mais, colocando nossas angústias, nossos incômodos e nossos desejos reprimidos a serviço da Arte...


Bruno Steinbach."Sem Título" . Óleo/tela, 100x80 cm, 2004, João Pessoa, Paraíba, Brasil. Coleção: Dr. Antônio de Aracoelli Ramalho., João Pessoa-Pb. Catálogo 126.        Bruno Steinbach. "Sem Título" . Óleo/tela, 68x60 cm, 1984, João Pessoa, Paraíba, Brasil. Coleção: Walkíria Forte, João Pessoa-Pb. Catálogo 13.        Bruno Steinbach. "Sem Título". Óleo/tela, 68x60 cm, 1984, João Pessoa, Paraíba, Brasil. Catálogo 15. Coleção: Walkíria Forte, João Pessoa-Pb. Catálogo 14.               Bruno Steinbach. "Devaneio III". Óleo/duratex, 61 x 91 cm, 1999, Mossoró, Rio Grande do Norte, Brasil. Coleção particular. Catálogo 93.


Bruno Steinbach. "MARIA BONITA SEBASTIANA, opus XI". Infogravura/papel couchê, crayon, 42 x 29,7 cm, junho de 2010, Paraíba, Brasil. 







8 de Março: Dia Internacional da Mulher
Relembra as lutas sociais, políticas e econômicas das mulheres.


Membros da Women's International League for Peace and Freedom, em Washington, D.C., 1922.



O Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de março, tem como origem as manifestações das mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada do seu país na Primeira Guerra Mundial. Essas manifestações marcaram o início da Revolução de 1917. Entretanto a ideia de celebrar um dia da mulher já havia surgido desde os primeiros anos do século XX, nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas de mulheres por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto. 



No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado no início do século, até a década de 1920. 
Na antiga União Soviética, durante o stalinismo, o Dia Internacional da Mulher tornou-se elemento de propaganda partidária. 
Nos países ocidentais, a data foi esquecida por longo tempo e somente recuperada pelo movimento feminista, já na década de 1960. Na atualidade, a celebração do Dia Internacional da Mulher perdeu parcialmente o seu sentido original, adquirindo um caráter festivo e comercial. Nessa data, os empregadores, sem certamente pretender evocar o espírito das operárias grevistas do 8 de março de 1917, costumam distribuir rosas vermelhas ou pequenos mimos entre suas empregadas. 
Em 1975, foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher e, em dezembro de 1977, o Dia Internacional da Mulher foi adotado pelas Nações Unidas, para lembrar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres. 

Origem 

A ideia da existência de um dia internacional da mulher surge na virada do século XX, no contexto da Segunda Revolução Industrial e da Primeira Guerra Mundial, quando ocorre a incorporação da mão-de-obra feminina, em massa, na indústria. As condições de trabalho, frequentemente insalubres e perigosas, eram motivo de frequentes protestos por parte dos trabalhadores. Muitas manifestações ocorreram nos anos seguintes, em várias partes do mundo, destacando-se Nova IorqueBerlimViena (1911) e São Petersburgo (1913). 
O primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 28 de fevereiro de 1909 nos Estados Unidos, por iniciativa doPartido Socialista da América, em memória do protesto contra as más condições de trabalho das operárias da indústria do vestuário de Nova York.
Em 1910, ocorreu a primeira conferência internacional de mulheres, em Copenhague, dirigida pela Internacional Socialista, quando foi aprovada proposta da socialista alemã Clara Zetkin, de instituição de um dia internacional da Mulher, embora nenhuma data tivesse sido especificada. 
No ano seguinte, o Dia Internacional da Mulher foi celebrado a 19 de março, por mais de um milhão de pessoas, na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça. 
Poucos dias depois, a 25 de março de 1911, um incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist mataria 146 trabalhadores - a maioria costureiras. O número elevado de mortes foi atribuído às más condições de segurança do edifício. Este foi considerado como o pior incêndio da história de Nova Iorque, até 11 de setembro de 2001. Para Eva Blay, é provável que a morte das trabalhadoras da Triangle se tenha incorporado ao imaginário coletivo, de modo que esse episódio é, com frequência, erroneamente considerado como a origem do Dia Internacional da Mulher. 

Em 1915, Alexandra Kollontai organizou uma reunião em Christiania (atual Oslo), contra a guerra. Nesse mesmo ano, Clara Zetkin faz uma conferência sobre a mulher. 
Na Rússia, as comemorações do Dia Internacional da Mulher foram o estopim da Revolução russa de 1917. Em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro pelo calendário juliano), a greve das operárias da indústria têxtil contra a fome, contra oczar Nicolau II e contra a participação do país na Primeira Guerra Mundial precipitou os acontecimentos que resultaram na Revolução de Fevereiro. Leon Trotsky assim registrou o evento: “Em 23 de fevereiro (8 de março no calendário gregoriano) estavam planejadas ações revolucionárias. Pela manhã, a despeito das diretivas, as operárias têxteis deixaram o trabalho de várias fábricas e enviaram delegadas para solicitarem sustentação da greve. Todas saíram às ruas e a greve foi de massas. Mas não imaginávamos que este ‘dia das mulheres’ viria a inaugurar a revolução”. 
Após a Revolução de Outubro, a feminista bolchevique Alexandra Kollontai persuadiu Lenin para torná-lo um dia oficial que, durante o períodosoviético, permaneceu como celebração da "heróica mulher trabalhadora". No entanto, o feriado rapidamente perderia a vertente política e tornar-se-ia uma ocasião em que os homens manifestavam simpatia ou amor pelas mulheres - uma mistura das festas ocidentais do Dia das Mães e do Dia dos Namorados, com ofertas de prendas e flores, pelos homens às mulheres. O dia permanece como feriado oficial na Rússia, bem como naBielorrússia,MacedóniaMoldávia e Ucrânia
Na Tchecoslováquia, quando o país integrava o Bloco Soviético (1948 - 1989), a celebração era apoiada pelo Partido Comunista. O MDŽ (Mezinárodní den žen, "Dia Internacional da Mulher" em checo) era então usado como instrumento de propaganda do partido, visando convencer as mulheres de que considerava as necessidades femininas ao formular políticas sociais. A celebração ritualística do partido no Dia Internacional da Mulher tornou-se estereotipada. A cada dia 8 de março, as mulheres ganhavam uma flor ou um presentinho do chefe. A data foi gradualmente ganhando um caráter de paródia e acabou sendo ridicularizada até mesmo no cinema e na televisão. Assim, o propósito original da celebração perdeu-se completamente. Após o colapso da União Soviética, o MDŽ foi rapidamente abandonado como mais um símbolo do antigo regime.

No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado durante as décadas de 1910 e 1920. Posteriormente, a data caiu no esquecimento e só foi recuperada pelo movimento feminista, já na década de 1960, sendo, afinal, adotado pelas Nações Unidas, em 1977.