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mergulhando... Siga o blog e dê uma espiadinha nas novidades que publico. Sem
pressa... Foram anos de trabalho meticuloso para chegar até aqui, pertinho de
você...
Há 11 anos, em 2008, realizei a convite do Governo do Estado da Paraíba a exposição Individual "Mulheres em Evidência - Uma homenagem à mulher", onde mostrei pinturas de retratos que fiz ao longo de minha trajetória artística de mulheres influentes e de destaque em diversos segmentos da sociedade paraibana; mulheres que conquistaram o seu lugar na sociedade, o seu respeito e o seu sucesso profissional. Aconteceu no Casarão dos Azulejos, sala Tomás Santa Roza, João Pessoa, Paraíba, Brasil. Organizada pelo Governo da Paraíba, através da Subsecretaria de Cultura, com produção cultural de Rosanna Chaves, em reverência ao chamado Mês da Mulher. A exposição fez parte do “Projeto Cultura no Centro”, que realizava anualmente eventos culturais no centro histórico da cidade. De 06 a 30 de março de 2008.
Convencionou-se que o dia 08 de março é o dia internacional da Mulher; então, PARABÉNS!
O Casarão dos Azulejos: Foi muito bom, na homenagem feita para as mulheres do mundo, eu poder ver o sobrenome da minha mãe ocupando a fachada de um dos lugares mais respeitáveis da minha cidade.
Exposição bem prestigiada pela mídia...
Pintando o retrato da Desembargadora Fátima Bezerra, em performance no Casarão.
A Mulher sempre esteve presente na minha vida e na minha trajetória artística. E sempre estará. Retratei inúmeras mulheres no meu prazeroso ofício - umas profissionalmente, para poder ganhar o meu sustento - e outras por puro prazer.
Bruno Steinbach. "Anjo azul".
Óleo/tela, 80 x 100 cm, 2007, João Pessoa, Paraíba, Brasil.
Coleção: José William Chianca. João Pessoa, Paraíba, Brasil.
Sem qualquer intenção de reduzir o universo feminino ao mero aspecto físico, à sua beleza e ao seu forte poder erotógeno e sensual, também pintei vários nús, com muito prazer. As suas curvas, os seus volumes e as nuances tonais, as infinitas e belas possibilidades plásticas que suas formas possibilitam, com fantásticos jogos de chiaroscuro... Fenomenal!
Bruno Steinbach Silva. "Retrato de Lala". Óleo / papel cançon, 66 x 48 cm, 1987, Camboinha , Cabedelo, Paraíba, Brasil. Acervo do Artista. Morreu em 2001, vítima de câncer de mama). Uma mulher linda, fascinante, brilhante... Fenomenal! Tão maravilhosa que Deus não teve paciência de esperar que envelhecesse ... e a levou, muito antes da hora!
Bruno Steinbach. "Lala" .
Óleo/tela, 100x80 cm, 2004, João Pessoa, Paraíba, Brasil.
Acervo do Artista, João Pessoa, Paraíba, Brasil.
Bruno Steinbach. "Mulher dormindo"
Óleo / tela, 100 x 120 cm, jun 2006, Brasília - DF.
Coleção: Érica Chianca, Brasília - DF.
O mito de Pigmaleão reflete o quanto um desejo pode ser transformado em arte: Pigmaleão era devoto da deusa Venus, deusa da beleza, mãe de Cupido, o arqueiro do amor. Pigmaleão era um escultor e rei de Chipre que se apaixonou por uma estátua que esculpira ao tentar reproduzir a mulher ideal. Ele via tantos defeitos nas mulheres que começou a abominá-las. Na verdade ele havia decidido viver em celibato na Ilha por não concordar com a atitude libertina das mulheres dali, que haviam dado fama à mesma como lugar de cortesãs, e, por isso, resolveu ficar solteiro. Era escultor e a mais bela obra que construiu foi uma estátua de mulher. Vamos refletir: Por que Pigmaleão esculpiu justamente uma bela mulher se ele achava as mulheres insuportáveis?
Pigmaleão achava a sua escultura tão perfeita que se apaixonou por ela.
Solicitou aos deuses que a transformasse em mulher. Afrodite, a deusa do amor, ouviu o seu pedido e, compadecida, deu vida à estátua, chamando-a Galatea.
Que todos nós possamos sublimar cada vez mais, colocando nossas angústias, nossos incômodos e nossos desejos reprimidos a serviço da Arte...
Enfim, eis aqui a minha modesta contribuição para todos festejarmos alegremente este dia, marco de uma incrível história de lutas que essas criaturas maravilhosas travaram e que ainda enfrentam para conquistar definitivamente o seu merecido respeito entre os habitantes da Terra.
Nesses tempos nublados que vivemos, onde ser intransigente, ignorante e idiota é o comportamento vigente da maioria, sobrou pra nós - pobres artistas. Palermas publicam a todo instante asneiras de todo tipo contra nós.
Farei aqui uma tentativa quase inútil de defesa, pois a grande maioria desses tipos é de analfabetos funcionais e não entenderão o texto. Mas, por favor, não nos confundam nem comparem com essa turma que faz "performances" depravadas de cagões e exibicionistas de bilola e de furico - aquilo nada tem de arte, é só safadeza mesmo.
Mas, sigamos na dura tarefa de tentar desidiotizar o idiota....
Para quem não sabia, foi um artista sumério quem inventou a roda, 3.500 anos antes de Cristo, ao construir um primitivo e tosco torno para fazer suas peças de cerâmica (modelo usado até hoje por certos artesãos, movido pelos pés).
Para quem não sabia, foi outro artista (Leonardo Da Vinci) quem idealizou – entre outras coisas – o rolamento, o submarino, o avião, o planador, o para-quedas, o helicóptero e a “câmara escura” – ideia que depois veio a tornar-se a câmera fotográfica inventada por outro artista, Daguerre e que nosso fotógrafo Sebastião Salgado usa tão bem (famoso no mundo inteiro como artista e ambientalista – entre outras coisas, plantou 2 milhões de árvores e transformou zona morta numa floresta no Brasil). Enfim, tantos e infindáveis exemplos…
Para quem não sabia, a arte movimenta capital e gera impostos mais que a indústria automobilística - empregando mais gente. Mantém editoras especializadas, fábricas e lojas de material técnico, gráficas, galerias de arte, museus, instituições culturais, seguradoras, financeiras, transportadoras, artesãos, moldureiros... e nós outros - os artistas, responsáveis por tudo acontecer, oferecendo beleza, esclarecimento e entretenimento para as pessoas. Quando alguém compra uma obra de arte - a boa e velha pintura de cavalete, uma gravura, um desenho, uma escultura, uma cerâmica - está alimentando toda essa cadeia produtiva, que não tem nada de inútil e nem de supérflua - ao contrário de inúmeras porcarias "conceituais" financiadas que andam soltas por aí. É mister zelar por ela, pois a arte não tem dono - apenas tutor, pois se compra o objeto e não a imagem - a propriedade intelectual, que é do artista e da humanidade. E aqui estou me limitando apenas aos colegas artistas plásticos; já imaginou a enormidade imensurável da contribuição da Arte se formos incluir também a literatura, o cinema, a música, o teatro, a dança, o circo?
Enfim, permitindo-me o uso do lugar-comum, nada substitui o talento, o dom da artesania - por mais que os infiéis tentem... Essa sabedoria em manipular corretamente os materiais é o que nos torna alquimistas, intérpretes do divino, responsáveis pela materialização do mundo espiritual, Xamãs. O resto é conversa fiada. Não nos confundam com a turma de certas "performances" depravadas de cagões e exibicionistas de bilola e de furico.
Infelizmente, pouquíssima gente metida a besta sabe disso; hoje em dia, principalmente nas bandas de cá, a maioria dos "projetos" de interiores visa a colocação de objetos industrializados, com suas paredes patinadas ou com frisos e reentrâncias, praticamente impossibilitando a aposição de uma obra de arte, numa obscura falta de conhecimento e de respeito com os artistas da terra.