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A ARTE PRIMEVA DA HUMANIDADE: XAMÃ - PINTURA E FÉ NA CAVERNA!

  O que faço, porque faço, como faço e onde faço. O xamanismo dos caçadores pré-históricos baseava-se na crença de que vis...

sábado, 13 de outubro de 2012

"LEI CANHOTO DA PARAÍBA"

"LEI CANHOTO DA PARAÍBA"
Apenas 2 salários mínimos para quem dedica toda uma vida a cultura de sua terra e ainda tem que se submeter a avaliações e receber "uma esmola", como um auxílio não extensivo para a viúva ou filho menor após a morte...
Por que não equiparar com o salário de um vereador ou de um deputado?
Ao contrário dos primitivos homens das cavernas, que zelavam pelos seus xamãs pintores, a nossa sociedade "civilizada" não respeita e nem sabe cuidar dos seus artistas.
UMA VERGONHA!




No dia 7 de setembro de 2004, o programa da apresentadora Ana Maria Braga, na rede Globo, surpreendeu o Brasil e sensibilizou os paraibanos com a reportagem em que mostrava o grande músico Canhoto da Paraíba (Francisco Soares) vivendo em condições que não condiziam com o legado cultural que ele deixou. Com dificuldades na fala e nos movimentos do lado esquerdo do corpo, em função de um derrame, o artista necessitava de assistência médica especializada, de maneira que pudesse tentar recuperar-se das sequelas com mais eficácia. A família não dispunha de condições financeiras para fazer o tratamento adequado e pedia apoio. Após clamor popular e sob os holofotes da imprensa, criou-se a "Lei Canhoto da Paraíba", no dia 22 de dezembro de 2004, que propunha o pagamento de dois salários mínimos aos "mestres das artes" no estado da Paraíba.
Mas não é uma aposentadoria, pois o artista continuará trabalhando, caso ainda esteja em condições de saúde (o que não foi o caso de Canhoto).

LEI CANHOTO DA PARAÍBA - REMA/PB
LEI Nº 7.694 , DE 22 DE DEZEMBRO DE 2004.
https://docs.google.com/document/d/10x-kHbd_ovQb6sWtp615AkerN9LV_-0689NtJHF04S4/edit
...
Art. 4º O Registro no Livro dos Mestres das Artes – Canhoto da Paraíba resultará, para a pessoa natural registrada, os seguintes direitos:
I – diploma que concede o Título de Mestres das Artes – Canhoto da Paraíba;
II – percepção de auxílio financeiro a ser pago mensalmente, pelo Estado da Paraíba, no valor correspondente a (02) dois salários mínimos.
§ 1º Os direitos atribuídos aos registrados como Mestres das Artes – Canhoto da Paraíba, na forma prevista nesta Lei, têm natureza personalíssima, são inalienáveis e impenhoráveis, não podendo ser cedidos ou transmitidos, a qualquer título, a cessionários, herdeiros ou legatários e não geram vínculo de qualquer natureza para com o Estado.
§ 2º Os direitos atribuídos aos registrados como Mestres das Artes – Canhoto da Paraíba extinguir-se-ão por ocorrência da morte do registrado.
§ 3º O auxílio financeiro de que trata o inciso II deste artigo cessará em decorrência do não-cumprimento, pelo mestre, do dever elencado no artigo 5º desta Lei.
Art. 5º É dever do registrado no Livro de Mestres das Artes – Canhoto da Paraíba transferir seus conhecimentos e técnicas aos alunos e aprendizes, através de programas de ensino e aprendizagem organizados pela Secretaria da Educação e Cultura, cujas despesas serão custeadas pelo Estado.
Art. 6º Caberá ao Conselho Estadual de Cultura do Estado da Paraíba fiscalizar o cumprimento do dever atribuído aos Mestres das Artes – Canhoto da Paraíba, na forma prevista nesta Lei.
§ 1º A cada 02 (dois) anos, o Conselho Estadual de Cultura elaborará Relatório de Avaliação das atividades realizadas pelos Mestres das Artes – Canhoto da Paraíba, na forma do art. 5º desta Lei, a ser encaminhado ao Secretário da Educação e Cultura do Estado.

XAMÃ: ARTE E FÉ NA CAVERNA!

O xamanismo dos caçadores pré-históricos baseava-se na crença de que visões interiormente criadas pelo poder da imaginação e expressas em pinturas rupestres podiam influir sobre o curso dos acontecimentos reais. Sugestionados pelo xamã (em transe autoinduzido) em rituais de dança, pintura e poesia, esses homens primitivos saiam para caçar confiantes no sucesso da jornada, do qual dependia a sobrevivência de toda a tribo.
O xamã representava vividamente a cosmologia da comunidade aos que o rodeavam. Intérprete e mensageiro do divino, esse artista primevo materializava em suas pinturas a sua experiência no mundo espiritual. Com importante papel social, zelava misticamente pela tribo, que retribuía fornecendo-lhe o necessário para que pudesse dedicar-se unicamente à sua arte. O homem atual pode sentir-se humilhado ao contemplar e tentar explicar as precoces realizações desses primeiros artistas da raça humana, capazes de criar em suas cavernas obras magníficas com os mais simples e toscos materiais.
Um belo exemplo deixado por esses seres primitivos, que sabiam valorizar e cuidar tão bem dos seus artistas.
Uma lição que precisa ser apreendida pela sociedade “evoluída” dos dias atuais, que gasta fortunas com pesquisas e publicações acadêmicas sobre arte e esquecem o principal, abandonando-o à própria sorte: O Artista! 

COMO FUNCIONA HOJE: PAPOS DE ARANHA. 

Infelizmente a nossa sociedade "evoluída" dos dias atuais não apreendeu a lição dada pelos nossos ancestrais das cavernas. Nossos artistas estão cada vez mais sozinhos, mais abandonados. O que existe é muita conversa fiada e projetos que só complicam a vida de quem precisa vender o que produz para sobreviver. 
É o que vejo por aí, com raríssimas exceções, nas instituições públicas de fomento à cultura: Artistas frustados mutando para "burocratas pedagogos ou curadores". Então haja projetos e mais projetos, onde a verdadeira intenção é sublimar o autor do projeto (o curador ou burocrata de plantão) em detrimento do verdadeiro autor da obra (o artista). Daí a excessiva quantidade de "exposições pedagógicas", sem interesse comercial (como eles e sua tribo não vendem suas "obras conceituais", tratam o artista profissional que vive da sua arte como "hereges", nunca disponibilizando a sua estrutura para comercializar as obras, o que seria o correto). Essas mostras quase sempre são coletivas ou de artistas que "já passaram desta pra melhor", que já morreram; então as luzes da ribalta vão pra quem? Heim? Para um obscuro e pedante curador ou teórico "agitador cultural" que elaborou um projeto e fica com as honrarias e a grana, de preferência acompanhadas de uma tese de doutorado, sonho de consumo de todo aspirante a chato ao quadrado... Para eles quanto mais ininteligível a obra melhor, pois poderão explanar seus conceitos absurdos à vontade e tecer suas teias de elucubrações emaranhadas em papos de aranha. E é nessa hora que entram os apadrinhados carregando e empurrando as suas porcarias goela abaixo dos incautos alunos e frequentadores desavisados (com raras e notórias exceções, repito). E tome salas e equipamentos para explicarem o inexplicável, muitas vezes quase sem sobrar espaço para o que realmente importa: A obra de arte. 
Instituições com estrutura de primeiríssima categoria (falo de equipamentos, não de recursos humanos) que vivem de verbas destinadas à arte mas sequer mostram em seus sites um catálogo virtual dos artistas de seus respectivos estados! Será incompetência ou sacanagem mesmo? Eu acho que as duas coisas juntas. Em seu mundinho arrogante e mesquinho, esses indivíduos não abrem mão de seu ilusório poder, negando-se então a dar asas próprias aos artistas, a facilitar o acesso do público ao seu trabalho, sem a "orientação" oficial. Então o artista necessitado que procura esses lugares se ferra, sendo manipulado e posto à margem da festa, tratado como um subalterno, muitas vezes sem ter nem o que comer e nem como voltar pra casa - quando tem uma, festa essa que fica "pertencendo" ao curador, que não pinta, não toca, não canta, não f... e nem sai de cima! 
Comigo não violão... Eu mesmo organizo minhas exposições, cuido pessoalmente da produção; preciso vender o que faço, pois não mamo em tetas de onde jorram verbas públicas. 
Comigo esse tipo de curador não se cria... não se cura!


*Francisco Soares de Araújo (*Princesa Isabel, 19 de março de 1926 + Paulista, 24 de abril de 2008) foi um violonista e músico brasileiro. Era mais conhecido como Canhoto da Paraíba (e também por Chico Soares). Por ser canhoto, tocava com o violão invertido, mas sem inverter as cordas, pois precisava compartilhar o mesmo violão com seus irmãos, destros. Embora fosse filho de pai violonista, não teve a oportunidade de aprender com ele exatamente por ser canhoto. Canhoto aprendeu a tocar sozinho.



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